Dia Mundial de Combate a Aids: ações reforçam importância da prevenção e diagnóstico precoce

Aids
Foto; divulgação/Prefeitura

Nesta quinta-feira, dia 1º de dezembro, é lembrado o Dia Mundial de Combate à Aids celebrado anualmente no Brasil desde 1988. Dessa forma, Campo Grande uma Campanha de Prevenção ao HIV/Aids organizada pelo Serviço de IST/AIDS Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

O objetivo é sensibilizar a população sexualmente ativa, sobretudo a população jovem na faixa etária entre 15 e 49 anos para uso do preservativo, sendo esse o principal método e o mais eficaz para prevenir o aumento de novas infecções. Além disso, a secretaria realiza ações de testagem.

A estimativa é alcançar um público de 3 mil pessoas durante o mês de dezembro, a partir de um cronograma de  atividades como a realização de testes rápidos de HIV/AIDS, distribuição de materiais informativos e insumos para a população em geral com continuidade das atividades de testagem rápidas nas unidades básicas e de saúde da família mesmo após o término da campanha.

Programação

A abertura da campanha Dezembro Vermelho aconteceu ontem (30) na UBS Caiçara com roda de conversa com profissionais de saúde e população do território. Nesta quinta-feira (01), ocorre a divulgação sobre a PrEP na UBS 26 de Agosto.

A programação segue com ações extramuro a serem realizadas nos dias 03, 04, 10, 11 e 17 no Centro Comercial Popular (Camelódromo), região central de Campo Grande,  com a oferta de testes rápidos de HIV, HCV, HBV e Sífilis.

Nos dias 06 e 07 de dezembro, Campo Grande irá sediar o 1º Seminário de Integração da Rede do Cuidado da PVHA em Mato Grosso do Sul no auditório do LAC, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O evento deve contar com a participação de profissionais dos diversos setores da Sesau e de instituições parceiras.

Casos

No município, há o registro de pelo menos 5.852 pessoas convivendo com HIV/Aids, sendo que, deste total, 280 tiveram diagnóstico de HIV em 2020, e 108 com Aids, que é quando o não tratamento da pessoa evolui para o adoecimento dela. No ano seguinte foram 309 diagnósticos de HIV e 159 de Aids, já neste ano, até o dia 23 de novembro, 198 pessoas receberam o diagnóstico de HIV e 110 de Aids. Os diagnósticos de Aids não estão diretamente relacionados com os de HIV, uma vez que a pessoa pode já ter conhecimento de que convive com o vírus, mas não está adoecida e não faz o tratamento e, tempos depois, descobre que possui a síndrome também.

Outro dado preocupante é o número de abandonos de tratamento, que é quando a pessoa fica mais de 100 dias sem retirar a medicação. No ano de 2021 eram 663 pessoas que deixaram de fazer o tratamento, neste ano são 722 até o momento. Reforçamos aqui, também, que não são casos novos e, muito menos, a diferença entre os dados dos dois anos resulta no número de novos abandonos, uma vez que o paciente que deixou o tratamento pode retornar a qualquer momento, sendo excluído da lista, assim.

Com informações da Prefeitura de Campo Grande.

 

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