Creches para pets combatem solidão e melhoram qualidade de vida dos animais

Foto: Ilustrativa
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O day care é uma nova saída para quem não quer deixar os bichinhos sozinhos o dia todo em casa e ainda garantir seu bem-estar e qualidade de vida

Cachorro feliz é cachorro saudável, que convive de forma harmoniosa com pessoas e outros animais. Uma das formas de conseguir isso é promover a socialização do pet, por exemplo, deixando-o na creche sempre que necessário.

Além da socialização, a creche, ou daycare, proporciona uma série de atividades a seu cão, permitindo que ele se exercite e seja estimulado de forma adequada, de acordo com seu porte e idade.

Mas, quando os animais devem ser encaminhados para esse serviço? De acordo com o médico veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Frederico Fontanelli, o fator mais comum que pesa na hora de decidir levar ou não o cão para a creche ou day care é o tempo que ele fica sozinho em casa devido a compromissos ou atividades externas do tutor.

“Outros pontos fundamentais para a decisão é o temperamento e a sociabilidade do pet. Se o cão apresenta sinais de ansiedade ou estresse pela ausência do tutor, como por exemplo, destruir objetos da casa, latidos ou choros constantes, ou o hábito de roer as patas e o rabo, pode ser um sinal de que ele precisa de uma mudança de rotina e também de companhia”, explica o docente.

Caso o tutor identifique outros sinais como apatia, falta de apetite e cansaço, também pode significar que o cãozinho precisa de uma atenção especial. “Ainda é preciso considerar cães de grande porte que não escapam aos sinais. Isto porque quando criamos em ambientes menores, as caminhadas diária e as brincadeiras muitas vezes não esgotam sua energia completamente”, revela Frederico.
Para escolher o melhor lugar para deixar seu pet é preciso listar os locais mais próximos à residência do tutor, pesquisar valores, horário de funcionamento, agendar visitas, esclarecer dúvidas, como por exemplo, quais atividades são oferecidas e como será o dia a dia do animal.

“Na visita, conheça o espaço, a equipe e os outros cães que já frequentam o local. É interessante levar o cãozinho para conhecer o lugar também. Ninguém melhor que ele para identificar um lugar que possa recebê-lo bem. É bom observar as condições de higiene da creche, desde como é feita a limpeza das necessidades dos cães, até a periodicidade do controle de vacinação e checagem das carteiras, até o controle de medicação de carrapatos e pulgas. Conversar com o dono do empreendimento sobre segurança também é essencial, tanto sobre a segurança do local, quanto à segurança do cão em relação aos demais frequentadores. O tutor deve ter em mente que a visita é o momento de saber tudo sobre a creche que receberá seu pet”, orienta.

Além do serviço básico de estadia dos cães, as creches ou day care devem oferecer atividades como adestramento, exercícios para agilidade, além do tradicional banho e tosa são os mais comuns encontrados na grande maioria dos estabelecimentos. “Mas também há locais que oferecem serviços premium como spa com massagem, musicoterapia, cromoterapia, entre outros, como também aulas de natação, espaço para festas e o transfer do ‘aluno’. O essencial é que a creche ou day care ofereça atividades de recreação para que o pet gaste energia e desenvolva sua sociabilidade e que a equipe esteja preparada para atender as necessidades de todos os tipos de porte e raça”, afirma.

O tutor é muito importante na fase de adaptação. Nos primeiros dias, é muito importante que o dono receba informações sobre como está o comportamento de seu cão na creche. Ele será o responsável por identificar as mudanças no padrão de comportamento do animal e suas reações.

“Não há como simplesmente deixar o cão na creche e esperar que ele se adapte sem ajuda. Ele estará em um local que nunca frequentou antes, com pessoas com quem tem pouca relação. Nos primeiros dias, se possível, o tutor pode agendar alguns momentos com o cão no local e ir se afastando aos poucos. Isto porque os cães podem sentir o abandono. Quando o cão estiver à vontade, ele mesmo criará sua independência”, evidencia.

O animal só pode frequentar esses locais a partir dos 4 meses de vida. As vacinas V8, V10 ou V12, responsáveis por prevenir doenças como cinomose canina, parvovirose, hepatite infecciosa ou adenovírus canino tipo 1, leptospirose, coronavirose precisam estar em dia.

Texto: Bruna Marques

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