Centro-Oeste registra queda na taxa de desemprego, diz IBGE

Centro-Oeste registra queda na taxa de desemprego, diz IBGE
Crédito: divulgação

No segundo trimestre deste ano, o Centro-Oeste registrou queda no número de pessoas desempregadas no país , que saiu de  12,5%, para 11,6%. As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), reveladas nesta terça-feira (31) pelo IBGE.

Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, o resultado se deu em razão da redução de pessoas em busca de oportunidades. “No Centro-Oeste, a queda da taxa de desocupação se deve à retração de 6,7% no número de pessoas procurando trabalho na região”, explica.

No estado de São Paulo, a população empregada registrou alta de 478 mil pessoas. Com isso, o nível de ocupação do estado chegou a 52,7%, o maior desde o início da pandemia, que foi registrado no primeiro trimestre do ano passado (58,0%). No Rio de Janeiro, a taxa de desocupação caiu 1,5 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre e chegou a 18,0%. A população ocupada do estado cresceu 7,2% nesse período.

Por outro lado, dos dez estados com maior taxa de desocupação no país, nove são do Norte ou do Nordeste. Em Pernambuco, o indicador cresceu 6,5 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, chegando a 21,6%, recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, e a maior taxa entre as unidades da Federação. Já frente ao primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação e o número de ocupados e desocupados ficaram estáveis.

Dos 3,2 milhões de pessoas ocupadas no estado, 33,9% trabalham por conta própria. Além disso, a taxa de informalidade chegou a 51,4% no segundo semestre e quase metade da população do estado em idade de trabalhar (47,6%) está fora da força de trabalho. São 3,7 milhões de pessoas acima de 14 anos que não estão ocupadas nem procurando emprego.

A taxa de informalidade do Norte (56,4%) e do Nordeste (53,9%) também ficou acima da média nacional, que foi de 40,6%. Beringuy explica que o mercado de trabalho das duas regiões é marcado pelo grande percentual de trabalhadores informais, que são a soma dos trabalhadores sem carteira (incluídos os trabalhadores domésticos), trabalhadores por conta própria, empregadores sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

Com o IBGE

 

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