Calor pode aumentar os casos de dengue no Estado

DENGUE
Divulgação/PMCG

Números do último boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) constam que Mato Grosso do Sul totalizou 6.958 casos confirmados de dengue entre os dias 1º de janeiro e 8 de setembro. Conforme o boletim, 13 pessoas vieram a óbito nesse período, sendo duas em Dourados, Três Lagoas, Campo Grande e Corumbá, e uma em Caarapó, Nova Alvorada do Sul, Ivinhema, Aparecida do Taboado e Anaurilândia. O resultado é bem diferente do vivenciado em 2020, quando em apenas nos primeiros 10 meses do ano, foram registradas mais de 70,5 mil notificações e 42 mortes. As vítimas tinham idades entre 9 e 92 anos. Ao todo, 55,7% das vítimas são mulheres e 44,3% homens.

O Estado ocupa o quarto lugar no ranking em relação às 27 unidades da Federação, com uma taxa de incidência de 407,4. Aparecida do Taboado, Antônio João, Figueirão e Corumbá são os quatro primeiros municípios com as maiores incidências de casos por 100 mil habitantes. Em contrapartida, Bandeirantes e Corguinho são os únicos municípios que não registraram casos da doença. Foram registrados 11.420 casos prováveis de dengue até setembro de 2021. No mesmo período do ano, pelo menos, 68.365 casos prováveis da doença e, com isso, o Estado ocupava a segunda posição, entre as localidades com maior incidência.

O Especialista em Saúde Pública e Vigilância Sanitária Adriano Nobre Arcos explica que a sazonalidade é bastante estudada quando se trata de altas temperaturas aliadas a umidades ligadas à proliferação de mosquitos da dengue, em especial no ambiente urbano.

“O mosquito Aedes aegypti é o principal vetor de várias doenças como dengue, zika e, em geral, o aumento da temperatura auxilia a incidência das doenças transmitidas por mosquitos vetores, principalmente por acelerar seu ciclo de vida e favorecer sua dispersão no ambiente”, explica Adriano Nobre.

Nos últimos meses, Mato Grosso do Sul tem registrado altas temperaturas. A previsão é de que a chegada da primavera mantenha os termômetros acima de 41ºC, principalmente na região pantaneira.

Para controle da proliferação, a Prefeitura de Campo Grande promoveu no início do mês de setembro uma nova etapa do serviço de UBV (Borrifação Ultra Baixo Volume), popularmente conhecido como “fumacê”. A operação integra as ações da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para combater o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

As equipes de endemias realizaram a desinfecção nos bairros Aero Rancho, Jardim Caiobá, Guanandi, Jardim Leblon, São Conrado, Tarumã e Tijuca. No entanto, além das ações de combate realizadas pela prefeitura, é de suma importância que a população exerça seu papel.

“Entre as principais medidas de prevenção a dengue, é recomendado que a população mantenha bem tampado tonéis, caixas e barris de água, lave semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água, mantenha caixas-d’água bem fechadas, remova galhos e folhas de calhas, não deixe água acumulada sobre a laje e encha pratinhos de vasos com areia ou lave-os uma vez por semana”, informa o Boletim Epidemiológico divulgado pela SES. (Isabela Assoni)

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