Espaço em Campo Grande tem entrada gratuita, reúne centenas de espécies e já recebeu visitantes de mais de 140 países
Quatro anos após a inauguração, o Bioparque Pantanal se consolida como um dos principais equipamentos de turismo e ciência do país. Reconhecido como o maior aquário de água doce do mundo, o complexo alia pesquisa, conservação e educação ambiental, projetando Mato Grosso do Sul no cenário internacional.
Com acesso gratuito e visitas feitas mediante agendamento, o espaço oferece ao público uma imersão em ambientes que reproduzem ecossistemas aquáticos, especialmente do Pantanal. Ao longo do percurso, é possível observar uma grande diversidade de animais, com centenas de espécies de peixes, além de anfíbios e répteis, incluindo exemplares ameaçados de extinção.
Desde a abertura, o Bioparque vem acumulando resultados relevantes. Um deles é a certificação internacional ouro em sustentabilidade, concedida pela Green Destinations, que reconhece práticas voltadas à gestão ambiental, uso consciente de recursos e inclusão social.
Outro avanço importante é a criação do maior banco genético vivo de água doce do mundo. O complexo já conseguiu reproduzir mais de 100 espécies, entre elas o cascudo-viola, considerado ameaçado. O trabalho envolve acompanhamento técnico e pesquisas que contribuem para a preservação da biodiversidade aquática.
A visibilidade do espaço também pode ser medida pelo número de visitantes. Mais de 1,5 milhão de pessoas já passaram pelo local, vindas de mais de 140 países, o que reforça o potencial turístico e o papel do Bioparque como vitrine da fauna pantaneira. O empreendimento ainda se destaca pela avaliação positiva do público, figurando entre os aquários mais bem avaliados do Brasil e do mundo.
Na área educacional, mais de 130 mil estudantes participaram de atividades desenvolvidas no local, que estimulam o aprendizado sobre meio ambiente e sustentabilidade de forma prática e interativa.
O reconhecimento institucional também cresceu. O Bioparque foi escolhido para sediar, em maio, o congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), considerado o principal evento do setor no país. Além disso, já recebeu discussões internacionais, como encontros ligados à COP15, voltados à preservação de espécies migratórias de água doce.
No campo científico, o espaço mantém parcerias com universidades e instituições de pesquisa, desenvolvendo estudos sobre biodiversidade e contribuindo para a produção de conhecimento.
Para a diretora-geral do complexo, Maria Fernanda Balestieri, os resultados refletem o compromisso institucional. “Chegar aos quatro anos com resultados tão consistentes mostra que o Bioparque Pantanal cumpre seu papel como agente de transformação. Aqui, conectamos pessoas à ciência, a educação e a conservação, com impactos reais na preservação da biodiversidade e na formação de uma sociedade mais consciente”, destacou.
A moradora de Corumbá, Inês Gonçalves, ressalta o orgulho em ver o empreendimento ganhar projeção.
“É um lugar que representa muito para o nosso Estado. Além de ser lindo, ensina e faz a gente refletir sobre a importância de cuidar do meio ambiente”, afirmou.
A experiência também impressiona visitantes internacionais, como o turista alemão Gunter Schneider.
“O Bioparque Pantanal é um exemplo de como turismo e conservação podem caminhar juntos. É uma experiência educativa e inspiradora, com padrão internacional”, comentou.
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