Vacinação antirrábica vai reforçar o mapeamento animal na Capital

Foto: divulgação
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A Campanha de Vacinação Antirrábica 2026 começou nessa segunda-feira (3), em Campo Grande com uma missão que vai além da imunização de cães e gatos. Durante as visitas domiciliares, as equipes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), também realizam um novo censo canino e felino, que vai atualizar o número de animais existentes na Capital e tornar mais eficiente o planejamento das ações de saúde pública.

Os trabalhos tiveram início pela região do Bairro Nova Lima e devem percorrer aproximadamente 300 mil imóveis em todas as regiões da cidade. Enquanto vacinam os animais, os agentes coletam informações sobre a quantidade de cães e gatos em cada residência, permitindo um retrato mais fiel da população animal do município e uma avaliação mais precisa da cobertura vacinal.

A atualização desse mapeamento é considerada estratégica para o controle da raiva, já que a meta do município é imunizar, todos os anos, pelo menos 80% dos cães e gatos. O percentual é considerado essencial para interromper a circulação do vírus e manter a doença sob controle.

A médica-veterinária Maria Aparecida Conche, chefe do Serviço de Controle da Raiva e Outras Zoonoses do CCZ, reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção da doença, que pode atingir tanto os animais quanto os seres humanos.

“Precisamos manter nossos cães e gatos imunizados porque o vírus continua circulando na natureza. Somente neste ano, já foram identificados 12 morcegos com resultado positivo para raiva em Campo Grande. Quando um animal vacinado entra em contato com um morcego infectado, a vacina funciona como uma importante barreira de proteção contra a doença”, explica.

Vale reforçar, que durante as visitas, as equipes estarão identificadas com uniforme, crachá funcional e caixa térmica para o transporte das vacinas. Para que a imunização seja realizada, é indispensável que um responsável esteja presente e autorize a aplicação da vacina. Caso não haja ninguém no imóvel, será deixado um comunicado orientando o tutor a levar o animal posteriormente ao CCZ.

A Sesau destaca ainda que cães e gatos soltos nas ruas não serão vacinados pelas equipes, mesmo que pertençam ao imóvel visitado. Nesses casos, a responsabilidade é do tutor, que deverá encaminhar o animal ao Centro de Controle de Zoonoses. A unidade funciona como posto permanente de vacinação durante todo o ano, de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.

O cronograma da campanha avança gradativamente pelos bairros até alcançar toda a cidade. Como o ritmo depende das condições de trabalho em campo, os próximos locais de vacinação serão divulgados com um ou dois dias de antecedência nos canais oficiais da Sesau na internet (@sesau_cg) e do CCZ (@ccz_cg).

Para a chefe do Serviço de Controle da Raiva e Outras Zoonoses, a participação da população é decisiva para o sucesso da campanha. “É fundamental o engajamento dos tutores para alcançarmos a cobertura vacinal necessária e mantermos Campo Grande protegida. Vacinar é um ato de cuidado com os animais e de compromisso com a saúde pública”, afirma Maria Aparecida.

Por Michelly Perez

 

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