Sesau confirma o primeiro caso suspeito para Mpox na Capital

Sesau garante que
paciente está sendo
monitorado e aguarda
resultado das análises - Foto: Reprodução-internet
Sesau garante que paciente está sendo monitorado e aguarda resultado das análises - Foto: Reprodução-internet

Brasil já soma 48 pacientes confirmados em 2026, sem registro de mortes

 

A semana terminou com um sinal de alerta na Capital. Nesta sexta-feira (20), a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) confirmou o primeiro caso suspeito de Mpox em Campo Grande neste ano. No cenário nacional, 48 casos já foram confirmados, segundo dados do MS (Ministério da Saúde), apenas nos primeiros meses de 2026. Até o momento, não há registro de óbitos relacionados à doença no país.

A Mpox é causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae, o mesmo grupo viral da antiga varíola humana. Trata-se de uma doença zoonótica viral, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos. A infecção ocorre principalmente por meio do contato direto com pessoas infectadas, secreções corporais, lesões na pele, objetos e materiais contaminados ou, ainda, com animais silvestres infectados.

Em nota oficial, a Sesau informou que o único caso suspeito no município aguarda resultado laboratorial para confirmação ou descarte da doença e que o paciente está sob acompanhamento médico, seguindo os protocolos estabelecidos pelas autoridades sanitárias. Em 2025, Campo Grande confirmou nove casos de Mpox, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e atenção redobrada por parte da população e dos serviços de saúde.

“A Sesau reforça que casos suspeitos devem ser notificados imediatamente e que o paciente é monitorado até a completa cicatrização das lesões, com adoção das medidas de isolamento e precaução recomendadas pelas autoridades sanitárias”, diz a pasta em nota. A orientação segue as diretrizes nacionais de enfrentamento da doença, com foco na contenção da transmissão.

Os principais sintomas incluem erupções cutâneas ou lesões na pele, inchaço dos linfonodos (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e sensação de fraqueza. O Ministério da Saúde alerta que, diante de qualquer suspeita, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação clínica. Sempre que possível, a pessoa deve evitar contato próximo com outras pessoas, manter isolamento até orientação médica e reforçar a higienização frequente das mãos.

A principal forma de prevenção, segundo a comunidade médica, é a vacinação disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). O imunizante está indicado para pessoas vivendo com HIV/Aids maiores de 18 anos, usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e profissionais de saúde que tenham contato direto com o vírus. A estratégia de imunização busca reduzir o risco de formas graves da doença e conter possíveis surtos.

 

Maria Gabriela Arcanjo

 

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