Queda da estrutura sobre o rio Taquari matou um motorista e levou o Sindicato Rural de Corumbá a cobrar medidas urgentes para garantir a segurança e o transporte de gado, cargas e moradores na região
A queda da ponte Wenceslau Leite de Barros, sobre o rio Taquari, entre as rodovias MS-214 e MS-423, na região de Corumbá, preocupa o setor rural e motivou uma cobrança por providências emergenciais. A estrutura caiu na manhã de quinta-feira (13), durante um acidente que matou o motorista Alexandre de Freitas, de 49 anos.
O Sindicato Rural de Corumbá informou que encaminhou, na sexta-feira (14), ofícios à Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) e à Secretaria de Estado do Governo de Mato Grosso do Sul solicitando medidas urgentes para a região.
A entidade também pede atenção a outros trechos do Pantanal onde existem pontes utilizadas diariamente por veículos pesados e de passeio.
Ponte era importante para transporte no Pantanal
Com 168 metros de comprimento e 4,80 metros de largura, a ponte sobre o rio Taquari era utilizada desde 2009. A estrutura integra um trajeto considerado essencial para o acesso às regiões do Paiaguás e da Nhecolândia.
Além do transporte de moradores e trabalhadores, a estrada é utilizada para o deslocamento de cargas e animais, incluindo o transporte de gado por caminhões.
Segundo estimativa apresentada pelo Sindicato Rural de Corumbá, somente pelo trajeto da ponte sobre o rio Taquari passam anualmente até 50 mil cabeças de gado transportadas em caminhões.
A via também é utilizada para abastecimento de propriedades rurais, transporte de funcionários e estudantes e circulação de outros veículos que atendem as fazendas da região.
Acidente matou motorista
O acidente que resultou na queda da ponte ocorreu na manhã de 13 de agosto. O motorista Alexandre de Freitas, de 49 anos, morreu após o veículo se envolver na ocorrência.
Diante do acidente e das condições de acesso à região, o Sindicato Rural de Corumbá reforçou a necessidade de medidas para evitar novos episódios.
A entidade afirma que a preocupação é ampliada pela importância da estrutura para a logística do Pantanal e pelo fluxo de veículos que utilizam o trecho diariamente.
O sindicato também defende que outros pontos com pontes e circulação de veículos pesados sejam avaliados pelas autoridades estaduais, com o objetivo de identificar riscos e realizar intervenções antes que novas ocorrências sejam registradas.
Para o setor rural, a recuperação da infraestrutura é considerada fundamental não apenas para garantir a segurança de quem utiliza as estradas, mas também para manter o transporte de animais, insumos e demais produtos necessários ao funcionamento das propriedades pantaneiras.
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