Policial que atuava como “pombo-correio” do PCC dentro da Gameleira é demitido

Presídio da Gameleira - Foto: AGEPEN
Presídio da Gameleira - Foto: AGEPEN

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) demitiu o policial penal Eder William Ador, de 44 anos, identificado como integrante de uma estrutura utilizada para transmitir ordens e atuar como “pombo-correio” do PCC (Primeiro Comando da Capital) dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (10), no Diário Oficial do Estado, após a conclusão de processo administrativo disciplinar que responsabilizou o servidor pelas irregularidades apuradas.

Ederfoi preso em 2022, durante uma operação do Gaeco, e passou a responder por envolvimento com organização criminosa e participação no planejamento de atentados contra policiais penais.

Segundo as investigações, ele trabalhava na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, em Campo Grande, e utilizava o acesso proporcionado pela função para atuar como mensageiro da facção.

A demissão foi assinada pelo diretor-geral da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini.

De acordo com a investigação da Operação Bilhete, recados recolhidos com o policial penal continham informações sobre um plano de atentado contra ao menos cinco agentes penitenciários, além de integrantes de uma organização criminosa rival. As mensagens teriam sido utilizadas para transmitir ordens e informações entre integrantes da facção que estavam dentro e fora do sistema prisional, alguns investigados na Operação Omertà.

A atuação atribuída a Ador estaria relacionada a represálias contra integrantes da organização criminosa mantidos em presídios federais. À época, constava uma lista com cerca de 2 mil nomes e endereços de agentes públicos de diferentes regiões do país que estariam sob ameaça.

Em julho de 2024 Eder foi condenado a oito anos e cinco meses de prisão por envolvimento com organização criminosa e pelos fatos relacionados ao planejamento dos atentados.

 

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