Movimento Sem-Terra bloqueia BR-163 em Campo Grande nesta sexta-feira

Foto: reprodução
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A BR-163 em Campo Grande amanheceu bloqueada por manifestantes sem-terra nesta sexta-feira (20). Segundo informações divulgadas, a pista está bloqueada do km 466 ao km 463 sentido sul com o tráfego interditado. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que há congestionamento na região.

Por meio de imagens também é possível ver que os manifestantes atearam fogo em objetos na pista.

Em postagem no Instagram, o MST-MS (Movimento Sem-Terra de Mato Grosso do Sul), confirmou o fechamento da pista. No texto, o grupo relata que o mês de março é marcado pela luta das mulheres e são elas que estão na linha de frente da mobilização.

“Reafirmando o protagonismo das trabalhadoras do campo na defesa da reforma agrária, da produção de alimentos e da justiça social. A mobilização denuncia a demora nas respostas para as famílias acampadas, a paralisação de processos e a falta de políticas públicas que garantam terra, moradia e condições dignas para a produção”, diz a postagem.

O grupo ainda afirma que segue mobilizado e que continuará até que haja medidas concretas para destravar a reforma agrária em Mato Grosso do Sul.

Manifestações

Nessa quinta-feira (19), famílias que integram a Frente Unitária Agrária do Estado estiveram em frente ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na Vila Glória, na Capital, para cobrar avanços na reforma agrária em Mato Grosso do Sul.

A principal reivindicação era a liberação de R$ 2 bilhões para aquisição de áreas destinadas à reforma agrária no estado. Integram o grupo o MST (Movimento dos Sem Terra), UGT (União Geral dos Trabalhadores), FAFER (Federação dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais) e MSTB (Movimento Sem Terra Brasileiro).

Entre as reivindicações também estavam investimentos em habitação nos assentamentos e perfuração de poços artesianos. “Queremos que nos assentamentos aconteça desenvolvimento, principalmente nas habitações e na questão dos poços artesianos”, afirmou.

Além de pedirem ampliação de programas de moradia rural, apoio produtivo às mulheres do campo e fortalecimento de cooperativas nos assentamentos.

 

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