Acidente ocorreu horas depois de uma motociclista morrer em batida com coletivo na Rua Brilhante
Horas após uma motociclista morrer em um acidente com ônibus na Rua Brilhante, outro motociclista ficou ferido em colisão envolvendo transporte coletivo na noite de sexta-feira (27), em Campo Grande.
O segundo caso aconteceu na Avenida Júlio de Castilhos, em frente ao terminal de ônibus. O motoboy, ainda não identificado, descia a via no sentido Centro quando houve a batida com o coletivo, no cruzamento com a Rua Gravata.
Com o impacto, ele ficou desacordado por cerca de 20 minutos. Testemunhas relataram que, apesar de estar respirando, o motociclista não se mexia após a colisão. Uma motorista que aguardava no semáforo, no mesmo sentido da via, afirmou que o sinal estava fechado no momento do acidente. Segundo informações, o condutor da moto pode ter avançado o sinal vermelho, circunstância que deve ser esclarecida pelas autoridades.
Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestaram socorro e encaminharam o rapaz desorientado e com suspeita de fratura para a Santa Casa. O estado de saúde atualizado não havia sido divulgado até o fechamento desta matéria.
De acordo com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), dez pessoas morreram no trânsito de Campo Grande até este momento de 2026. Desse total, 80% eram motociclistas. Em janeiro, foram dois motociclistas mortos; em fevereiro, dois condutores e três motociclistas; e, em março, três motociclistas.
Dados do Bptran (Batalhão da Polícia Militar de Trânsito) apontam que 451 sinistros envolveram ônibus de diferentes tipos em 2025. Neste ano, já são 89 registros.
Segundo caso envolvendo ônibus no mesmo dia
Na manhã de sexta-feira (27), uma mulher de aproximadamente 30 anos morreu após ser atingida por um ônibus no cruzamento da Rua Brilhante com a Rua Argemiro Fialho.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o coletivo avança o sinal vermelho e atinge a motociclista. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu tentaram reanimá-la por cerca de 20 minutos, mas o óbito foi constatado ainda no local.
“Foi uma colisão bem grave, de alta cinemática, infelizmente no local a vítima já estava em PCR (parada cardíaca respiratória), foi atendida por uma militar que estava de folga. A gente chegou com suporte avançado, justamente com a equipe do SAMU. Tentamos reanimá-la por cerca de 20 minutos, mas pela gravidade da situação, ela veio à óbito”, afirmou o tenente Ronier Cristiano Organho Romero, médico do Corpo de Bombeiros.
O motorista do ônibus foi encaminhado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. Ele vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
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