Magnificat celebra a fé: Festival de Música Católica Inédita acontece no dia 15 de agosto, nas Moreninhas

Foto: Arquivo Pessoal Serginho Ferreira
Foto: Arquivo Pessoal Serginho Ferreira

Com concurso de músicas autorais, atrações culturais e Bênção do Santíssimo Sacramento

Quem não gosta de ouvir uma boa música? Melhor ainda quando uma melodia é capaz de tocar o coração, elevar os pensamentos e aproximar o público do Santíssimo. É com essa proposta de unir música, fé e emoção que a Paróquia Nossa Senhora Aparecida das Moreninhas realiza, no dia 15 de agosto, a primeira edição do Magnificat – Festival de Música Católica Inédita, em Campo Grande. O evento começa às 17h, na Rua Minas Novas, 550, Vila Cidade Morena.

A programação começa com a celebração da Santa Missa em homenagem à Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Depois da liturgia, o espaço dá lugar à etapa final do festival, quando ministérios de música e artistas católicos sobem ao palco para apresentar canções próprias e inéditas. O encontro é aberto ao público, incluindo pessoas que não professam a fé católica e que desejam acompanhar as apresentações.

A ideia do Magnificat começou a ser pensada ainda durante a pandemia, quando a proposta inicial era realizar uma seleção musical de maneira virtual. Com as restrições daquele período, o projeto acabou sendo adiado e permaneceu guardado até ser retomado anos depois. Nesta primeira edição presencial, a organização decidiu transformar a iniciativa em um espaço de valorização de compositores e grupos que produzem música religiosa autoral, além de estimular a participação dos ministérios de música.

Fora da competição, a programação terá opções de alimentação e outras atrações culturais. Entre elas estão uma apresentação da Companhia de Dança Psalmos e a participação do DJ PH. A noite será concluída com a Bênção do Santíssimo Sacramento, encerrando o evento com um momento de oração e reafirmando a dimensão religiosa que orienta a iniciativa desde sua concepção.

Como o evento surgiu?

A história do Magnificat começou ainda nos anos da pandemia, a partir de uma ideia de Serginho Ferreira, idealizador do projeto. Naquele período, nasceu o desejo de criar um festival dedicado à música católica inédita, resgatando o espírito de encontros musicais que já faziam parte da história da paróquia. A proposta também carregava um propósito maior: abrir espaço para que novos compositores pudessem transformar seus dons e sua criatividade em instrumentos de evangelização.

Anos depois, a ideia foi retomada para celebrar uma data especial para a comunidade católica: 15 de agosto, quando a Igreja celebra a Assunção de Nossa Senhora. Assim, o festival nasce como um encontro entre música, fé e comunidade, tendo a celebração religiosa como inspiração central.

“É mais uma união, mais espiritual. A gente não quer lucro nisso, a gente só quer celebrar essa data, a Assunção de Nossa Senhora. As inscrições foram cobradas a R$ 70, um valor bem simbólico, que nem cobre o custo do evento. A ideia é buscar patrocínios para tornar a participação mais acessível. É um festival motivado principalmente pela fé e pela celebração”, conta.

Para além da competição, o Magnificat recupera uma tradição de encontros musicais já vivida pela comunidade das Moreninhas e dá a ela um novo formato. Pela primeira vez, a paróquia transforma essas apresentações em um concurso dedicado exclusivamente a músicas católicas inéditas.

“O louvor é completamente um instrumento de amor para Deus. E o festival transmite essa mensagem da própria Associação de Nossa Senhora, e da festa. No passado, a gente já tinha esses encontros com bandas na Moreninha, mas nunca tinha sido realizado dessa forma, como concurso. Esse é o primeiro concurso de música católica inédita”, afirma.

Músicas autorais

O festival estabelece que as músicas inscritas sejam autorais, inéditas e de temática católica, sem terem sido comercializadas ou premiadas anteriormente. As letras devem apresentar elementos como espiritualidade, experiência com Deus e questões humanas relacionadas à fé, conversão, dor e luta espiritual.

Na avaliação, serão considerados aspectos como qualidade e profundidade da letra, originalidade, interpretação, capacidade de evangelização e coerência com a doutrina católica. A comissão julgadora será formada por músicos, teólogos e agentes pastorais, responsáveis pela seleção e classificação das apresentações.

Outro ponto destacado no regulamento é a proibição do uso de inteligência artificial, total ou parcialmente, além de plágio ou adaptações de outras obras. Na etapa final, as músicas serão apresentadas ao vivo, com duração máxima de cinco minutos, e os participantes também deverão respeitar regras relacionadas ao figurino e ao conteúdo apresentado.

“Tem que ser uma música católica, autoral e inédita, e não pode ter uso de inteligência artificial. A gente pediu também, no formulário de inscrição, que cada participante contasse um pouco sobre como aquela música surgiu, porque, dessa forma, conseguimos entender a inspiração por trás da composição e a experiência de fé que motivou aquela criação. A ideia é que sejam músicas realmente inspiradas, que tenham uma mensagem e possam contribuir para a evangelização”, explica o organizador.

Entre os destaques da competição está a premiação para os três primeiros colocados. O vencedor receberá troféu, gravação da música em estúdio e um clipe produzido pela ProxProdutora. O segundo colocado será contemplado com troféu e uma bicicleta aro 29, enquanto o terceiro lugar levará troféu e uma joia em formato de terço.

Próximas edições

A música aparece no Magnificat não apenas como atração, mas como uma linguagem de fé capaz de aproximar a comunidade do sagrado. A proposta do festival também dialoga com uma presença já marcante dos ministérios de louvor nas igrejas, reconhecendo o potencial da música como ferramenta de pregação e expressão espiritual.

Para a organização, a primeira edição é também o início de uma experiência que pode ganhar continuidade dentro da paróquia.

“Primeiro, a nossa intenção é que o Magnificat se torne uma data fixa dentro da nossa paróquia. A gente vai respeitar esse primeiro passo e, depois, pensar em outras possibilidades. O mais importante é começar e fazer com que essa celebração da música e da fé continue acontecendo”, finaliza.

 

Amanda Ferreira

 

 

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