Lixo e abandono: comércio do centro precisa de melhores condições para funcionar

Imagem Divulgação
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CDL Campo Grande sente a dor do varejista da região central de Campo Grande e segue cobrando ações efetivas do poder público

Lojistas do centro de Campo Grande abriram as portas nesta sexta-feira (31) e encontraram, mais uma vez, lixeiras reviradas e moradores de rua dormindo nas calçadas. A cena se repete por meses e reforça a cobrança que a CDL Campo Grande vem fazendo junto ao poder público por melhores condições de trabalho para o comerciante.

Segundo relatos recolhidos pela entidade, o revolvimento das lixeiras é feito, na maior parte das vezes, pelos próprios moradores de rua durante a madrugada, em busca de comida ou de qualquer item que possa ser reaproveitado. Para a CDL Campo Grande, o cenário expõe a ausência de políticas públicas voltadas a essa população, que precisa de assistência social e acaba, sem intenção, agravando a sensação de abandono no centro da cidade.

A situação já havia sido registrada no último sábado (25), quando comerciantes da região das ruas Marechal Rondon e 14 de Julho enviaram fotos de lixo acumulado à entidade. Na ocasião, o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, cobrou explicações da concessionária responsável pela limpeza urbana da capital.

O tema também esteve na pauta de uma reunião entre a CDL Campo Grande e a Guarda Civil Metropolitana, na última quarta-feira (29), quando a entidade discutiu com o secretário especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga da Silva, formas de reforçar a segurança no comércio e reduzir ocorrências recorrentes na região central.

Para Adelaido Figueiredo, a repetição do problema mostra que o poder público ainda não deu a atenção necessária ao centro da cidade.

“Não é a primeira vez que isso acontece e isso já mostra que falta um olhar mais atento para o centro. O lojista chega de manhã para trabalhar e encontra lixo espalhado e pessoas em situação de rua na porta do comércio. Isso não é responsabilidade do comerciante, é uma falha de política pública. Precisamos de limpeza urbana que funcione todos os dias e de um programa sério de assistência social para quem vive nas ruas. Sem isso, o centro continua pagando essa conta”, afirmou o presidente.

Para a CDL Campo Grande, o problema não se resolve apenas com limpeza urbana ou policiamento isolado. A entidade defende que a Prefeitura estruture uma política de assistência social permanente para a população em situação de rua, junto com ações efetivas de limpeza e segurança no centro comercial. A melhoria das condições de trabalho no centro é uma bandeira da entidade e a CDL Campo Grande seguirá cobrando o poder público por respostas, enquanto reforça o apoio aos lojistas da capital.

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