Um homem de 63 anos morreu nesta segunda-feira (13), em Dourados, com suspeita de chikungunya. Morador da área urbana, ele é a mais recente vítima em meio ao avanço da doença fora da reserva indígena, onde já foram registradas seis mortes. Outras duas mortes seguem em investigação no município.
Dados do boletim epidemiológico apontam que Dourados já soma 3.572 casos prováveis da doença em 2026. Desse total, 1.634 foram confirmados, enquanto 2.652 ainda aguardam resultado de exames. A taxa de positividade chega a 69,6%, indicando intensa circulação do vírus.
Os números mostram mudança no perfil da transmissão. Na última semana, a área urbana registrou 704 notificações, superando os 427 casos entre indígenas. No fim de março, o cenário era ao contrário, com maior concentração de registros nas aldeias.
A pressão sobre o sistema de saúde também aumentou. As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) registraram média de 457 atendimentos diários nos últimos 15 dias, alta de 52,3% em relação ao período anterior ao surto. Atualmente, 43 pessoas estão internadas com suspeita ou confirmação da doença.
Com o novo óbito suspeito, sobe para cinco o número de mortes em investigação no Estado. A confirmação depende de exames laboratoriais.
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