Ato reúne manifestantes, na Rua Barão do Rio Branco, com pautas como moradia, terra, direitos sociais e combate à violência contra as mulheres
Movimentos sociais, sindicatos, pastorais e entidades de diferentes setores participam nesta segunda-feira (7), em Campo Grande, da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas. A concentração ocorre na Rua Barão do Rio Branco, entre as ruas 13 de Maio e Rui Barbosa, no Centro, durante a programação do feriado da Independência do Brasil.
Com o tema “Na defesa da terra, da paz e da moradia, erguemos a voz: mulheres vivas e soberania”, a mobilização leva às ruas reivindicações relacionadas à defesa da vida, dos direitos sociais, da moradia, da soberania nacional e ao combate à violência contra as mulheres.
Em Campo Grande, participam da organização pastorais da Igreja Católica, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos.
O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul Fábio Trad (PT) comentou o significado da mobilização e relacionou a exclusão social à falta de acesso à liberdade econômica. Segundo ele, a possibilidade de viver com dignidade também depende das condições financeiras da população.
“O grito dos excluídos é uma forma de proclamar a verdade fundamental: não há liberdade possível sem liberdade econômica. Que liberdade alguém que receba um salário mínimo tem de viajar e ir a um restaurante com a família? Que país independente queremos para os nossos filhos se a liberdade econômica não for assegurada a todos? Por isso, os excluídos gritam. Eles querem ter direito a viver. Simples assim: viver como gente, existir como ser humano e ter direito a ser feliz”, afirmou Fábio Trad.
A deputada estadual Gleice Jane (PT) também destacou a importância histórica da mobilização em Mato Grosso do Sul. Segundo ela, o ato é realizado em Dourados desde a década de 1990 e serve para chamar a atenção para as desigualdades sociais.
“Eu participo do Grito todos os anos aqui em Dourados. Em Dourados, o Grito vai às ruas desde a década de 90. É um movimento importante que lembra a sociedade que há desigualdade social e que precisamos lutar. Levamos todas as pautas para as ruas e cobramos que a política precisa enxergar o povo em primeiro lugar”, declarou.
A mobilização ocorre tradicionalmente no dia 7 de Setembro em diferentes regiões do país e utiliza a data da Independência do Brasil para dar visibilidade a demandas sociais e pautas de grupos que defendem maior participação popular nas decisões políticas.
Em Campo Grande, o ato ocorre próximo ao trajeto do desfile cívico-militar, que também integra a programação desta segunda-feira. A mobilização faz parte da agenda nacional do Grito dos Excluídos e reforça a presença de manifestações sociais durante o 7 de Setembro.
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