Com temperatura de 12°C, famílias foram ao Centro acompanhar a programação da Independência e destacaram patriotismo e preservação da história
Nem o frio de 12°C registrado na manhã desta segunda-feira (7) afastou o público do tradicional desfile de 7 de Setembro em Campo Grande. Agasalhados, com mantas e tomando mate para enfrentar as baixas temperaturas, moradores e visitantes ocuparam as calçadas do Centro para acompanhar a programação do Dia da Independência do Brasil.
Entre as atrações está o tradicional desfile do Comando Militar do Oeste (CMO), que reúne integrantes das Forças Armadas, forças de segurança, escolas e entidades civis.
Para quem acompanha a celebração, o evento representa também uma oportunidade de manter vivas tradições e transmitir às novas gerações o significado da data.
A visitante Luana Sena, de 38 anos, participou pela primeira vez do desfile em Campo Grande e contou que ficou impressionada com a programação. Ela destacou a presença da Banda Rítmica Down, formada por pessoas com síndrome de Down, além dos desbravadores e aventureiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
“Fomos abençoados de estar aqui no 7 de Setembro. Podemos ver aqui a Banda Rítmica Down, achei maravilhoso o apoio às famílias com crianças com síndrome de Down. E também vi os desbravadores e aventureiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que eu sou apaixonada”, afirmou.
Luana também ressaltou a importância do desfile para incentivar o patriotismo e transmitir valores às crianças.
“Acho muito importante para reforçar o patriotismo, que nos dias de hoje está se perdendo. Então é importante as crianças terem em mente o respeito. Achei muito lindo os desfiles, a reverência das famílias”, disse.
Morador de Campo Grande, Rafael Rufo, de 38 anos, acompanha o desfile desde a infância. Segundo ele, esta é a sétima vez que participa como espectador, mas a relação com a programação também inclui experiências anteriores como integrante de desfiles.
“Vim umas sete vezes, já desde a infância. Nasci e cresci aqui. Já participei do quartel, participei do desfile automotivo também”, contou.
Para Rafael, acompanhar o desfile do lado de fora é diferente de participar da programação. Ele lembra que a emoção e o nervosismo são maiores para quem está entre os participantes.
“A emoção é maior lá dentro. Você desfilando lá, você vê o povo de fora. Aqui você ainda fica um pouco mais relaxado, você está só observando o pessoal passando, mas o nervosismo lá é grande”, relatou.
O morador também considera que a celebração tem papel importante na preservação da história do país e na formação das novas gerações.
“Lembrar a história para essas crianças que estão crescendo agora, né? A gente tem que tentar motivar eles a ter esse apreço, porque, se a gente acaba deixando de fazer isso, vai virando aquela coisa, vai perdendo a história”, afirmou.
Rafael ainda comparou a preservação das tradições do 7 de Setembro à conservação do patrimônio histórico de Campo Grande.
“Se a gente não conseguir incentivar as crianças a fazerem isso, é bem provável que um dia essa história aqui já não seja repetida anualmente”, completou.
A programação do 7 de Setembro segue ao longo da manhã no Centro de Campo Grande, com a participação de escolas, entidades civis, forças de segurança e unidades das Forças Armadas.
Confira as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram