Ensaios em laboratório mostram se dinheiro público foi aplicado corretamente em obras de asfalto

Imagem Divulgação
Imagem Divulgação

Laboratório do TCE-MS analisa amostras de pavimento para identificar falhas na execução, verificar materiais usados e garantir a qualidade dos serviços contratados 

Antes de uma obra de pavimentação ser considerada concluída, o asfalto passa por uma série de análises técnicas capazes de revelar problemas que não são percebidos a olho nu. No TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), o Laboratório de Obras Rodoviárias realiza ensaios em amostras retiradas das pistas para verificar se o serviço executado segue as especificações previstas em projeto e se os recursos públicos foram aplicados corretamente.

Cada corpo de prova coletado passa por testes que avaliam características como espessura da camada asfáltica, quantidade de ligante — material responsável por unir os componentes da mistura —, granulometria dos agregados, densidade e outras propriedades que influenciam diretamente na resistência e durabilidade do pavimento.

A análise permite identificar possíveis falhas na execução, como camadas mais finas do que o previsto, uso inadequado de materiais ou problemas no processo de compactação. Essas deficiências podem contribuir para o surgimento de defeitos conhecidos pelos motoristas, como asfalto esfarelado, buracos e deformações na pista.

Entre os principais testes realizados pelo laboratório está a verificação do teor de ligante asfáltico, conhecido como cimento asfáltico de petróleo. A quantidade utilizada precisa seguir parâmetros técnicos: quando é insuficiente, pode acelerar o desgaste do pavimento; quando está acima do indicado, também pode comprometer o desempenho da estrutura.

Os técnicos também avaliam a composição dos agregados, verificando se as pedras utilizadas possuem os tamanhos e proporções adequados ao projeto, além de medir a densidade e outras características da mistura asfáltica.

Para realizar as análises, o TCE-MS conta com equipamentos capazes de separar os componentes do asfalto e medir suas propriedades com precisão. A estrutura inclui aparelhos para extração de corpos de prova, análise granulométrica, medição de resistência dos materiais, controle de umidade e verificação da espessura das camadas.

Além da estrutura fixa, o Tribunal possui uma unidade móvel que permite realizar parte dos ensaios diretamente no local das obras. O equipamento possibilita testes de compactação, medição da temperatura do asfalto durante a aplicação, coleta de novas amostras e georreferenciamento dos pontos analisados.

Na prática, os resultados dos testes auxiliam as auditorias do Tribunal na fiscalização dos contratos públicos. Quando são encontradas diferenças entre o projeto contratado e o serviço executado, os dados técnicos podem embasar apontamentos de irregularidades e recomendações aos responsáveis.

O trabalho é realizado pela DFEAMA (Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente) dentro do planejamento anual de fiscalização do TCE-MS, com foco no acompanhamento preventivo, durante e após a execução das obras.

Com a análise técnica do pavimento, o Tribunal busca garantir maior transparência na aplicação dos recursos públicos, reduzir desperdícios e contribuir para que a população receba obras de infraestrutura com mais qualidade e durabilidade.

 

Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *