Defesa diz que empresário irá colaborar com as investigações; Operação Gutenberg apura suspeita de fraudes em compras públicas e esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões
O empresário Helder Bartz, alvo da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), informou, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (9) pela defesa, que está à disposição da Justiça e que prestará os esclarecimentos necessários.
A manifestação ocorreu após a operação, realizada na terça-feira (7), que cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Entre os alvos da ação, Helder Bartz e Giovanni Paroschi Jafar não foram localizados, durante o cumprimento dos mandados. Nas redes sociais, Helder se apresenta como “estrategista educacional”.
Em nota, a defesa afirmou que o empresário “está à disposição das autoridades competentes” e que irá colaborar com a apuração dos fatos.
De acordo com o Gaeco, a investigação apura crimes contra a Administração Pública, incluindo corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e outros delitos relacionados a supostas fraudes em processos de compras públicas.
Segundo o órgão, o esquema teria atuação em Campo Grande e outros municípios de Mato Grosso do Sul, com participação de empresários apontados como articuladores e servidores públicos supostamente corrompidos para fraudar e direcionar contratos de aquisição de livros paradidáticos.
Ainda conforme o Gaeco, os valores recebidos dos cofres públicos pela organização investigada ultrapassariam R$ 27 milhões, quantia que teria sido distribuída entre integrantes do grupo, servidores e pessoas físicas e jurídicas com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.
A investigação também aponta que o grupo utilizaria influência de servidores da área da saúde pública para condicionar autorizações de exames, cirurgias e vagas em leitos hospitalares à compra de livros comercializados pelos investigados.
Presos na Operação Gutenberg:
- Douglas Henrique de Melo – empresário;
- Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da Coordenadoria de Regulação da Saúde (Core);
- Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior (Junior Vasconcelos) – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil;
- Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado da Agesul;
- Francisco Anízio dos Santos – empresário;
- Gabriel Taquino de Paula – advogado;
- Jéssyca Duarte Burgatt – empresária e proprietária da Capital Saúde;
- Joatan Gomes Peixoto – empresário;
- Matheus Oliveira Peixoto – empresário;
- Olívia Paroschi Jafar – médica e proprietária da Clínica Ross;
- Paulo Rogério de Melo – empresário;
- Rossana Paroschi Jafar – dentista e empresária.
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