O diretor-presidente do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), Marcos Tabosa, recebeu o jornal O Estado na manhã de hoje (25), para falar sobre a Operação Presciência, deflagrada pela Polícia Federal, e que tem a prefeitura da Capital como alvo.
Para Tabosa, trata-se de uma ação “normal”, tendo em vista que todas as prefeituras que investiram dinheiro no Banco Master devem receber busca e apreensão da Polícia Federal.
O diretor reforçou que o dinheiro investido no Master foi recuperado e está em uma conta judicial. “Investimos R$ 1,2 milhão e recuperamos, atualmente está em R$ 1,4 milhões, sendo R$ 227 mil de juros, que vão continuar sendo corrigidos. Estamos na fila dos credores e acreditamos que vamos recuperar o dinheiro até o final de 2027”, afirmou ele.
De acordo ainda com Tabosa, foi ele quem recebeu a PF durante a operação na manhã de hoje, por volta das 6h30. Os agentes da PF recolheram apenas um computador do local, que deverá passar por análise.
Operação Presciência
A Polícia Federal deflagrou a Operação Presciência, nesta terça-feira (25), para apurar a aplicação de R$ 1,2 milhão pela gestão de Adriane Lopes (PP) no Banco Master. Um dos alvos é a vice-prefeita da Capital e atual secretária municipal de Ação Social, Camilla Nascimento de Oliveira (sem partido), que foi presidente do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) na época da aplicação.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. As medidas cautelares foram deferidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande.
Nota da Prefeitura
“A Prefeitura Municipal acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) e a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), ressaltando que o procedimento faz parte de um contexto de apurações que ocorre em todo o país.
Bem como, reafirma que Campo Grande foi uma das primeiras cidades do Brasil a garantir o ressarcimento de valores aplicados juntos à instituição financeira investigada, evitando qualquer prejuízo aos cofres públicos.
As aplicações financeiras do IMPCG são executadas em estrita conformidade com a Resolução CMN n. 4.963, de 25 de novembro de 2021, que disciplina os investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como de acordo com a Política Anual de Investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo do IMPCG ao final de cada exercício.
O investimento em questão, realizado em abril de 2024, tratou-se da aquisição de Letra Financeira cujo resgate ocorreria exclusivamente na data de vencimento, prevista para abril de 2029. O anúncio da liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro de 2025, acarretou na antecipação do vencimento da Letra Financeira, configurando em crédito líquido e certo.
Diante disso, à época, o IMPCG prontamente ajuizou ação de compensação de créditos, com pedido de tutela provisória de urgência, perante a 3ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, conseguindo decisão favorável, sendo determinado depósito judicial do valor aplicado, devidamente atualizado, bem como que a instituição financeira se abstivesse de realizar cobranças, promover negativações ou adotar quaisquer medidas constritivas relativas a contratos de empréstimo consignado.
A Prefeitura segue prestando todos os esclarecimentos e informações necessárias”.
Com Danielly Carvalho