Secretaria de Saúde alerta para que mais de 32% dos casos são de pacientes entre 1 e 9 anos
Levantamento divulgado pela Fundação Fiocruz, por meio do Boletim InfoGripe, aponta que Mato Grosso do Sul figura entre os Estados com incidência da SRAG (Síndrome Respiratória Grave) em nível de alerta, risco ou alto risco, devido à alta de casos nas últimas semanas. De acordo com os dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde), até o dia 16 de maio, foram registrados 191 óbitos pela síndrome.
Ainda segundo o Boletim Epidemiológico mais atual da pasta foram registrados 2.633 mil casos, entre os quais há 1.347 tiveram o agente patógeno identificado, 1.097 com agente etiológico não especificado, ou seja, não sabe qual o patógeno causador da doença, e mais 189 casos que esperam por uma classificação final.
Na semana epidemiológica 18, que abrange os dados do dia 3 a 9 de maio de 2026, foram registradas 142 notificações de casos e 13 óbitos em todo Mato Grosso do Sul. Campo Grande e Dourados são os municípios com as maiores incidências, registrando 860 e 292 casos, respectivamente.
Já na semana epidemiológica 19, que engloba dados de 10 a 16 de maio, houve 68 notificações e mais nove óbitos em todo MS, com Campo Grande e Dourados ainda liderando as estatísticas.
Entre as cidades com os menores índices estão Caracol, Juti, Pedro Gomes, Santa Rita do Pardo e Sonora, com apenas um caso registrado até então. Nessas localidades não houve mortes pela doença.
Em relação ao perfil dos pacientes, a SES aponta que a maior parte dos pacientes diagnosticados com SRAG tem entre 1 e 9 anos, correspondendo a 32,7% dos casos. Por outro lado, a maior ocorrência dos óbitos está entre o público mais velho, atingindo principalmente os pacientes com mais de 60 anos.
Influenza
Nos casos de influenza, houve disparada de pacientes com H3N2, subtipo da influenza A, com 236 registrados. Já para a H1N1 foram seis notificações. Já para a influenza B foram 67 diagnósticos, totalizando 356 casos até 16 maio de 2026, correspondente a 18ª semana epidemiológica.
A influenza H3N2 também foi responsável pela maior parte dos óbitos no período citado, no qual das 50 mortes, 34 foram por este subtipo. Também houve mais oito mortes por influenza A não subtipado e mais oito por influenza B. Até o momento, não há falecimentos registrados por H1N1.
Prevenção
Em nota, a SES alertou que sintomas como dificuldade para respirar, sensação de desconforto no peito, lábios ou extremidades do corpo arroxeadas, bem como cansaço persistente, febre e perda de apetite podem indicar um possível diagnóstico de SRAG, sendo necessário que o paciente busque atendimento médico caso alguns desses sinais apareçam.
Além da imunização, a pasta reforça que atitudes simples como higienizar as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%, utilizar máscaras e evitar contato próximo com pessoas caso apresente sintomas respiratórios são medidas eficientes para enfrentar o surto da doença. Além disso, cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, bem usar lenços descartáveis também são práticas simples que podem evitar o contágio por vírus respiratórios.
“A SES reforça que a vacinação contra a Influenza segue disponível nas unidades de saúde, conforme a estratégia de rotina estabelecida pelos municípios, e destaca a importância de que a população pertencente aos grupos prioritários procurem os serviços de saúde para garantir a proteção contra o vírus e reduzir o risco de agravamento das doenças respiratórias”, conclui a nota.
Campo Grande em alerta
Com 104 casos de influenza, sendo 53 de H3N2, Campo Grande também está em estado de alerta e figura entre as capitais com alta incidência da doença. De acordo com a Sala de Situação de Vírus Respiratórios, vinculado à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), na última semana epidemiológica, as unidades de saúde de urgência registraram 4.859 atendimentos de pacientes com sintomas respiratórios. Já na 20º semana, o número saltou para 5.248 atendimentos.
“Para conter o avanço dos casos, a pasta mantém ações de monitoramento epidemiológico, ampliação da vacinação contra a Influenza, atendimento nas unidades de saúde e campanhas de orientação à população sobre prevenção, higiene e procura precoce por assistência médica”, informou a Sesau, em nota.
Por Ana Clara Julião
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