Celebrado em 3 de junho, o Dia Mundial da Bicicleta reforça a importância desse meio de transporte como alternativa sustentável para os deslocamentos urbanos. Em Campo Grande, o avanço da infraestrutura cicloviária demonstra a aposta no modal como ferramenta para melhorar a mobilidade, reduzir impactos ambientais e promover qualidade de vida. No entanto, os acidentes envolvendo ciclistas evidenciam que a segurança ainda é um dos principais desafios para quem escolhe pedalar.
Apesar dos investimentos, a realidade enfrentada pelos ciclistas ainda exige atenção. Dados do BPMTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito) apontam que, entre janeiro e o início de junho deste ano, foram registrados 76 sinistros envolvendo bicicletas em Campo Grande. Duas pessoas morreram em decorrência dos acidentes.
Atualmente, Campo Grande conta com cerca de 130 quilômetros de vias destinadas aos ciclistas, distribuídas entre ciclovias, ciclofaixas e calçadas compartilhadas. Os principais trechos estão localizados nas avenidas Duque de Caxias, Afonso Pena, Prefeito Lúdio Martins Coelho, Gury Marques e Cônsul Assaf Trad.
Segundo a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), a expansão da malha cicloviária está prevista no PDTMU (Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana), que contempla a implantação de mais 146 quilômetros de novos trechos, além da requalificação da estrutura já existente.
A proposta acompanha uma tendência observada em diversas cidades brasileiras, que buscam incentivar meios de transporte menos poluentes e mais eficientes para percursos de curta e média distância. Além de contribuir para a redução do fluxo de veículos, a bicicleta também é vista como aliada da saúde e da qualidade de vida.
Para reduzir os riscos, a corporação reforça a importância do cumprimento das normas de trânsito. A orientação é que os ciclistas utilizem ciclovias, ciclofaixas ou acostamentos sempre que disponíveis. Na ausência dessas estruturas, a circulação deve ocorrer pelo lado direito da pista, no mesmo sentido dos demais veículos.
O BPMTran também lembra que os motoristas devem respeitar a distância lateral mínima de 1,5 metro durante as ultrapassagens. Entre as condutas proibidas aos ciclistas estão trafegar na contramão, circular sobre as calçadas e realizar manobras que coloquem em risco a própria segurança ou a de terceiros.
Além do respeito às regras, o uso de equipamentos de segurança é considerado fundamental. Capacete, campainha, retrovisor do lado esquerdo e sinalização refletiva para circulação noturna estão entre os itens recomendados. A manutenção periódica dos freios e a calibragem adequada dos pneus também ajudam a prevenir acidentes.
A educação para o trânsito é apontada como uma das principais ferramentas para reduzir ocorrências envolvendo ciclistas. Segundo o BPMTran, a conscientização estimula atitudes mais prudentes e favorece uma convivência mais segura entre ciclistas, motociclistas e motoristas.
Entre as orientações para quem utiliza a bicicleta diariamente estão sinalizar mudanças de direção com os braços, evitar distrações como o uso de celular e fones de ouvido, redobrar a atenção nos cruzamentos e procurar permanecer visível aos demais usuários da via.
Por Geane Beserra