“Cheiro de podre”, diz mãe após filho recusar merenda em escola de Campo Grande

Crédito:  Rovena Rosa / Agência Brasil)
Crédito: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Pais de alunos da Escola Municipal de Tempo Integral Hilda de Souza Ferreira, no bairro Coophatrabalho, em Campo Grande, denunciaram que estudantes passaram mal após a merenda. 

A mãe de um estudante, que terá a identidade preservada, contou que recebeu uma ligação da escola informando que o filho não estava bem. No entanto, quando a avó foi buscá-lo, descobriu que ele não havia se alimentado porque sentiu um forte odor na comida.

“Minha sogra foi buscar, ele não estava passando mal. Ele contou para a avó dele que a comida hoje estava com forte cheiro, cheiro de podre, de estragado. E ele não comeu. A minha sogra trouxe ele, mas algumas crianças que comeram passaram mal”, disse a mãe.

A mulher afirmou que entrou em contato com a escola para pedir esclarecimentos sobre o ocorrido, já que o filho permaneceu horas sem se alimentar.

Outra mãe também relatou que precisou buscar a filha após ser avisada pela unidade educacional que a estudante estava com dores de barriga. Segundo ela, a criança chegou em casa vomitando e contou que outros colegas da filha apresentaram sintomas semelhantes.

“Eles só mandaram que era para buscar ela porque estava com dor de barriga. E ela falou que várias crianças estava passando mal. Então, amanhã eu vou lá na escola ver isso daí”, afirmou.

Uma transportadora escolar que atende estudantes da unidade informou que, o episódio ocorreu nesta terça-feira (7). Segundo ela, os alunos disseram que o cardápio era composto por arroz, feijão, macarrão, carne moída e sardinha.

“Até ontem eu estava conversando com meus alunos, eu pego seis crianças ali, só que teve aula só para quatro. Eu soube pelo grupo [de WhatsApp] e perguntei: ‘E aí, o que vocês comeram hoje?’. Eles falaram que tinha arroz, feijão e macarrão com carne moída e sardinha. Aí eu falei: ‘Mas essa sardinha é tudo misturado à carne moída com sardinha?’. Eles falaram que sim.”

Na avaliação da profissional, o cheiro característico da sardinha pode não ter agradado ao paladar de algumas crianças.

Ela disse ainda que não presenciou nenhum aluno passando mal e que todos os estudantes que transporta compareceram normalmente às aulas nesta quarta-feira.

Procurada pela reportagem, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) informou que, até o momento, não há confirmação de contaminação alimentar na unidade escolar.

Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Educação (SEMED) informa que, até o momento, não há confirmação de contaminação alimentar na Escola Municipal de Tempo Integral Hilda de Souza Ferreira.

A Pasta esclarece que os sintomas relatados por alguns estudantes estão sendo acompanhados e que ainda não há evidências técnicas ou laudos que estabeleçam relação com a alimentação escolar”.

 

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