Sistema da JET foi lançado nesta terça-feira (7), com tarifas a partir de R$ 0,33, e passará por monitoramento da Agetran durante a fase de testes
Campo Grande deu início nesta terça-feira (7) o primeiro passo para ampliar as opções de mobilidade urbana com o lançamento da fase de testes dos patinetes elétricos compartilhados da JET. A cerimônia foi realizada na Praça Ary Coelho e marcou o início da operação experimental do serviço, que disponibiliza 400 patinetes em diferentes regiões da Capital.
Os equipamentos já podem ser utilizados pela população por meio do aplicativo da empresa. O aluguel tem tarifa inicial a partir de R$ 0,33 por minuto, oferecendo uma nova alternativa de deslocamento para pequenos trajetos urbanos.
Presente em estados como Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, além do Distrito Federal e de capitais como Salvador e Belo Horizonte, a empresa americana amplia agora sua atuação para Mato Grosso do Sul.
O diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Ciro Vieira Ferreira, explicou que a implantação da micromobilidade compartilhada é resultado de estudos sobre as mudanças no trânsito da Capital e da necessidade de estabelecer regras para o uso desses equipamentos.
“Identificamos, há algum tempo, uma nova dinâmica no trânsito com o surgimento desses dispositivos de micromobilidade elétrica. Entendemos que era necessário disciplinar e organizar esse tipo de transporte, principalmente em relação ao uso das ciclovias e ciclofaixas. Além dessa organização, também criamos regras mais claras para quem utiliza esse tipo de dispositivo e para promover uma integração mais segura com os demais modais do trânsito da Capital”, afirmou.
Operação
Segundo diretor-presidente da Agetran, os pontos de retirada e devolução dos patinetes foram definidos em conjunto com a empresa JET dentro da área de testes estabelecida pelo município. Segundo ele, os locais também poderão ser consultados pelos usuários diretamente no aplicativo da plataforma.
“Delimitamos uma área de teste e, juntamente com a empresa, definimos os pontos de parada, que são os locais de entrega e retirada desses veículos, de forma a garantir a segurança tanto dos usuários desse tipo de mobilidade quanto dos demais usuários das vias”, afirmou.
Sobre o custo da locação dos patinetes, Ferreira esclareceu que a definição das tarifas é de responsabilidade da empresa operadora, que fará a divulgação oficial dos valores.
O diretor também informou que a prioridade é incentivar a circulação dos equipamentos nas ciclovias e ciclofaixas já existentes em Campo Grande. Atualmente, a Capital conta com 154 quilômetros de infraestrutura cicloviária, e a expectativa é ampliar esse sistema para outras regiões da cidade.
“A ideia é que as pessoas utilizem as ciclovias e ciclofaixas, sempre com preocupação com a segurança e a convivência com os demais usuários, principalmente os ciclistas. Nossa proposta é expandir esse tipo de mobilidade para os bairros, e, fora das ciclovias e ciclofaixas, a orientação é que os patinetes sejam utilizados apenas em vias com velocidade máxima de até 40 quilômetros por hora”, explicou.
Custo ao usuário
O gerente da JET, Darkhan Torekhanov, explicou que a operação em Campo Grande começou com 400 patinetes elétricos distribuídos em pontos estratégicos da cidade. Para utilizar o serviço, os usuários devem baixar o aplicativo da empresa, disponível para Android e iOS, realizar o cadastro, escanear o QR Code do equipamento e seguir as regras estabelecidas para a operação.
“Os usuários devem baixar o aplicativo na App Store ou no Google Play, fazer o cadastro e escanear o QR Code para iniciar a viagem. No aplicativo também é possível visualizar os pontos autorizados para retirada e devolução dos patinetes. Os equipamentos só podem ser deixados nesses locais, não é permitido abandoná-los em qualquer lugar”, explicou.
Segundo Torekhanov, os patinetes são destinados ao uso individual e os usuários devem respeitar as normas de trânsito, utilizando preferencialmente ciclovias e ciclofaixas. A velocidade máxima dos equipamentos é limitada a 20 km/h.
O gerente também detalhou como funciona a cobrança pelo serviço. O usuário paga uma taxa de desbloqueio e, em seguida, um valor por minuto de utilização, que pode variar conforme o período do dia.
“A taxa de desbloqueio será de até R$ 0,99 e o valor por minuto, inicialmente, será de R$ 0,39. Trabalhamos com preço dinâmico. Nosso foco é que o patinete seja utilizado como meio de transporte, por isso, durante os dias úteis e no horário comercial, as tarifas tendem a ser mais baixas do que nos fins de semana”, afirmou.
Para utilizar os equipamentos, é necessário realizar um cadastro com CPF, telefone celular e forma de pagamento por cartão de crédito. Conforme informou o gerente, a idade mínima para uso é de 18 anos, seguindo as regras adotadas pela empresa para a operação em Campo Grande.
Com Maria Gabriela Arcanjo
Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram