Presente em cerca de 91% dos lares brasileiros, cuidados com instalação, ventilação, mangueira, regulador e compra ajudam a prevenir acidentes
O GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), conhecido como gás de botijão, está presente em cerca de 91% dos lares brasileiros e é distribuído em todos os municípios do país. Apesar do uso cotidiano, dúvidas sobre segurança, instalação e manutenção dos equipamentos ainda fazem parte da rotina dos consumidores.
Um dos principais sinais de alerta é o cheiro característico do gás. O GLP é naturalmente inodoro, mas recebe uma substância odorante justamente para facilitar a identificação de possíveis vazamentos.
Ao sentir cheiro de gás, o consumidor deve interromper o uso do equipamento, fechar o registro do botijão e abrir portas e janelas para permitir a ventilação do ambiente.
Também é importante evitar qualquer fonte de ignição. Fósforos, isqueiros, velas e outras fontes de calor não devem ser utilizados no local. Interruptores e equipamentos elétricos também não devem ser acionados enquanto houver suspeita de vazamento.
Se o cheiro persistir, a orientação é procurar a distribuidora ou uma assistência técnica autorizada para verificar a instalação e identificar a origem do problema.
Botijão de gás explode?
Segundo o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), os botijões comercializados no Brasil passam por processos periódicos de inspeção e requalificação para atender aos padrões de segurança.
A entidade explica que, em acidentes envolvendo GLP, normalmente existe uma combinação de fatores, como falta de ventilação, vazamento provocado por instalação inadequada e contato do gás com uma fonte de calor.
O recipiente é produzido em aço e projetado para suportar altas temperaturas e variações de pressão. Por isso, o principal risco está no uso inadequado e nas condições da instalação.
Quando trocar a mangueira e o regulador?
Mangueiras e reguladores possuem prazo de validade e devem ser substituídos conforme as orientações do fabricante. A troca também deve ser feita quando houver sinais de desgaste.
Os componentes devem ser certificados e ter suas condições verificadas periodicamente, já que são fundamentais para o funcionamento seguro do botijão.
Botijão enferrujado ou amassado pode ser aceito?
Pequenos riscos, manchas superficiais de ferrugem ou leves amassados não significam necessariamente que o botijão esteja comprometido.
Por outro lado, recipientes com corrosão intensa, deformações significativas, vazamentos aparentes ou outros danos estruturais não devem ser aceitos.
Em caso de dúvida, o consumidor pode solicitar a substituição do botijão no momento da entrega.
Onde comprar gás de botijão?
A recomendação é comprar GLP somente em revendas autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
O consumidor também deve verificar se o botijão possui a marca da distribuidora gravada em alto-relevo na chapa metálica, além de observar as condições gerais do recipiente e exigir a nota fiscal.
Cuidados ajudam a evitar acidentes
A combinação entre equipamentos em boas condições, instalação adequada e informação é apontada pelo Sindigás como fundamental para aumentar a segurança no uso do GLP.
Comprar o botijão em revendas autorizadas, utilizar equipamentos certificados, respeitar os prazos de substituição da mangueira e do regulador e observar as condições do recipiente são medidas simples que ajudam a proteger os moradores e evitar acidentes.
Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram