Prefeitura afirma que apura denúncia na EMEI Pascoalina Vera Rios e encaminhou caso para análise jurídica
O caso envolvendo a EMEI Pascoalina Vera Rios, no bairro Iracy Coelho, em Campo Grande, ganhou novo capítulo após a Prefeitura informar o afastamento preventivo de uma servidora. A medida foi tomada depois da circulação de áudios gravados dentro da unidade.
A avó da criança de 2 anos e 3 meses, que preferiu não se identificar, detalhou ao Jornal O Estado de Mato Grosso do Sul o que a levou a colocar um gravador na mochila da neta. Segundo ela, a decisão ocorreu após perceber uma mudança brusca no comportamento da menina.
“Eu decidi colocar o gravador na mochila porque o comportamento dela mudou muito de uns 15 dias para cá”, afirmou. De acordo com o relato, a criança passou a resistir à ida para a escola. Saía tranquila de casa, mas, ao se aproximar da unidade, reagia com choro intenso. “Quando ela via a cor azul da EMEI, já se revoltava, chorava, chegava a vomitar”, disse.
A família havia transferido a menina de outra unidade para facilitar a rotina de trabalho. No entanto, mesmo após cerca de 40 dias em período de adaptação, a avó afirma que a criança não demonstrava segurança. Na escola anterior, segundo ela, o comportamento era diferente e a neta “dava os braços pra assistente”.
Ela também relata que buscou esclarecimentos na unidade, mas recebia apenas respostas genéricas de que “estava tudo bem”, sem retorno detalhado das atividades. Diante da suspeita de que algo pudesse estar acontecendo, decidiu gravar o período em que a criança permanecia na escola.
Após ouvir o material, afirma ter identificado falas que classifica como ofensivas e inadequadas. Segundo ela, “não é um ‘senta ali’, um ‘fica quieto’. A gente está falando de tratar mal mesmo”. Parte dos áudios foi compartilhada com outras mães, pois, conforme relatou, havia filhos delas nas gravações.
A avó diz ainda que procurou a direção e registrou a situação em ata. De acordo com seu relato, foi advertida de que a gravação poderia ser considerada irregular, mas sustenta que agiu por preocupação. “Eu me senti no direito, porque algo estava acontecendo”, declarou.
Em nota, a Prefeitura informou que está apurando a denúncia após a identificação de falas inadequadas dirigidas a uma criança. Segundo o município, a direção acionou os setores responsáveis, ouviu a família e encaminhou o caso para análise jurídica. A servidora foi afastada preventivamente enquanto as investigações seguem.
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