Após relatos de tremores, Sisep promete vistoriar pontes do Aero Rancho

CIDADES - PONTE AERO RANCHO - ROBERTA MARTINS (7)

Moradores e condutores que passam pela ponte sobre o Rio Anhanduí, na esquina da Rua Arquiteto Vila Nova Artigas com a Avenida Vereador Thyrson de Almeida, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande, relatam sensação de insegurança devido a tremores e desgaste estrutural, principalmente com a passagem de veículos pesados e ônibus. A situação se agrava em períodos de chuva, quando o local fica alagado, e moradores afirmam que o problema persiste há anos.

Além dessa, outra ponte localizada na região também apresenta riscos, com trechos danificados e falta de manutenção preventiva, segundo os motoristas. A população teme acidentes, principalmente durante o tráfego de caminhões e ônibus, e reforça a necessidade de reparos urgentes para garantir a segurança de quem depende dessas pontes diariamente.

Em nota, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande) informou que não recebeu nenhum relato formal sobre problemas na ponte citada, mas que encaminhará uma equipe técnica para realizar vistoria no local. A pasta orienta ainda que a população oficialize as solicitações por meio do canal 156, para possibilitar o acompanhamento das demandas.

O que dizem os moradores
Ambrosia Barbosa, comerciante que trabalha em uma banca próxima à ponte, acompanha o movimento diariamente e teme pela segurança do local. “Se passar um caminhão ali, balança tudo. Já tem muito tempo que está assim. Carro pequeno, carro grande, tudo balança. Essa ponte vai ter que ser desmanchada e refeita. Muitas pessoas comentam sobre isso, e uma mulher chegou a falar que tinha medo de passar. Do outro lado, a situação está ainda pior, com partes caindo”, relatou.

O técnico em serviços hospitalares Douglas Jones fais, estava passando pela ponte quando conversou com a reportagem. Ele contou que a estrutura compromete o deslocamento diário da população.

“O pessoal reclama muito que ela treme ao passar. Quando chove, alaga, e isso preocupa quem precisa atravessar para ir trabalhar. Para veículos pesados, é arriscado; a pé não seria tanto, mas com o tempo pode se tornar perigoso”.

Douglas também destacou que moradores relatam problemas em outra ponte próxima, que apresenta sinais de desgaste. “Muitos moradores também reclamam de outra ponte mais abaixo, que está com madeiras faltando em uma passarela. A população comenta bastante sobre a precariedade da estrutura”, disse.

O aposentado Rubens Marinho, morador do bairro Aero Rancho há cerca de 10 anos, utiliza a ponte para trafegar de moto e carro e relata que a falta de manutenção preventiva agrava os riscos, principalmente durante o período de chuvas.

“Essas pontes até funcionam, mas falta manutenção preventiva. Um dia desses choveu, o córrego transbordou e formou fila de quase dois quilômetros para atravessar, porque o pessoal ficou com medo. Essa ponte já teve parte da cabeceira danificada e fizeram apenas um paliativo com pedras, que pode não resistir a novas chuvas”.

Rubens também afirma que o tráfego de veículos pesados intensifica os tremores e aumenta a sensação de insegurança para quem passa pelo local diariamente. “Caminhões fazem a estrutura tremer, e até carros menores sentem. Eu passo de moto e carro, mas infelizmente existe o medo”, afirmou.

Por Geane Beserra

 

Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *