O Brasil perdeu neste sábado (30) um de seus maiores cronistas e romancistas contemporâneos. Luis Fernando Verissimo, de 88 anos, morreu em decorrência de complicações de uma pneumonia. Ele estava internado desde 11 de agosto na UTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).
O velório acontece ainda neste sábado, das 12h às 18h, no Salão Nobre Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O escritor deixa a esposa, Lúcia Helena Massa, três filhos e dois netos.
Filho do também consagrado escritor Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma trajetória que o consagrou como um dos autores mais populares e respeitados da literatura brasileira. Ao longo da carreira, publicou mais de 70 livros, vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares e conquistou o público com seu humor refinado e sua habilidade em transformar situações do cotidiano em crônicas inteligentes e bem-humoradas.
Entre suas criações mais conhecidas estão personagens icônicos como O Analista de Bagé, A Velhinha de Taubaté, Ed Mort e a Família Brasil. Também é lembrado pelas crônicas reunidas em Comédias da Vida Privada, que se tornaram série televisiva nos anos 1990, ampliando ainda mais sua popularidade.
Do jornalismo à literatura
Verissimo iniciou sua trajetória profissional em 1966, como revisor do jornal Zero Hora, em Porto Alegre. Sete anos depois, lançou seu primeiro livro, O Popular (1973). Ao longo das décadas seguintes, manteve colunas em jornais como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da crônica brasileira.
Saúde fragilizada nos últimos anos
O escritor enfrentava problemas de saúde há algum tempo. Em 2021, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e convivia com o Mal de Parkinson e complicações cardíacas.
Luis Fernando Verissimo deixa como legado uma obra vasta, marcada pela leveza, pela crítica social e pela capacidade de retratar o Brasil com ironia e sensibilidade únicas.
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