A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro confirmou que anunciará neste domingo (2) se será candidata ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano. A decisão será divulgada durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), em Brasília, e deve encerrar as especulações sobre sua participação na disputa.
Michelle afirmou que ainda conversará com o ex-presidente Jair Bolsonaro antes de definir o futuro político. Segundo ela, a prioridade neste momento é acompanhar a recuperação do marido, que cumpre prisão domiciliar e está impedido de receber visitas, exceto as autorizadas pela Justiça.
“Estou presa com o meu marido, o que me impossibilita de fazer campanha. Estou conversando com ele, mas a gente deve definir até amanhã, aí devo me pronunciar na convenção. Mas estou cuidando dele. Prioridade, né. Não posso contar com ninguém nesse momento”, declarou.
Durante a conversa com jornalistas, Michelle também atualizou o estado de saúde de Jair Bolsonaro. De acordo com ela, o ex-presidente ainda apresenta um quadro instável após uma broncopneumonia contraída em março e continua sofrendo episódios frequentes de soluços, relacionados às complicações da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
A ex-primeira-dama afirmou ainda que evita discutir política dentro de casa para preservar um ambiente mais tranquilo durante a recuperação do marido, o que, segundo ela, tem contribuído para reduzir os episódios de soluço.
Além de definir a possível candidatura de Michelle ao Senado, a convenção do PL também deve oficializar o nome que ocupará a vaga de vice na chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Michelle disse acreditar que voltará a encontrar o enteado durante o evento, após a recente reaproximação entre os dois.
Nesta sexta-feira (31), a ex-primeira-dama participou de um encontro em uma unidade da rede de doces Maria Amélia, em Brasília, ao lado da empresária que é sua amiga e pré-candidata a deputada federal. Na ocasião, gravou vídeos de apoio a candidatos do partido para serem exibidos em convenções eleitorais.
Caso confirme a candidatura, Michelle terá de conciliar a campanha com os cuidados ao ex-presidente. Atualmente, apenas ela, a filha Laura Bolsonaro, a enteada Letícia, advogados e profissionais de saúde estão autorizados a visitá-lo. As restrições foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após o entendimento de que houve descumprimento de medidas cautelares relacionadas ao uso das redes sociais.
Michelle também confirmou que deixará a presidência do PL Mulher, organização voltada à participação feminina no partido. Segundo ela, seu “ciclo está encerrado”. A função será assumida pela secretária-geral do PL, Ana Munhoz.
Com informações do SBT News
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