Brasil cria 145 mil empregos formais em junho, aponta Novo Caged

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Resultado foi impulsionado principalmente pelo setor de Serviços; No primeiro semestre, país acumula mais de 921 mil novas vagas formais

O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O resultado é a diferença entre 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos registrados no período. Com isso, o país acumula 921.645 novos postos formais de trabalho entre janeiro e junho deste ano. Nos últimos 12 meses, o saldo chegou a 963.921 vagas.

O setor de Serviços liderou a geração de empregos em junho, com 74.514 novas vagas. Em seguida aparecem Agropecuária (22.898), Comércio (19.177), Indústria (14.438) e Construção (12.136), todos com saldo positivo.

Entre os estados, 25 das 27 unidades da Federação registraram crescimento no número de empregos formais. São Paulo liderou a geração de vagas, com 34.981 novos postos, seguido por Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856). Em termos proporcionais, o maior avanço foi registrado no Amapá (1,04%), à frente do Acre (0,88%) e de Mato Grosso (0,85%).

Os dados também mostram equilíbrio na geração de empregos entre homens e mulheres. Em junho, foram criadas 72.592 vagas ocupadas por mulheres e 72.569 por homens.

A faixa etária de até 24 anos concentrou o maior saldo positivo, com 125.430 novos empregos. Entre os níveis de escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo responderam pela maior parte das contratações, com saldo de 109.255 vagas.

O salário médio real de admissão no mês foi de R$ 2.404,34.

Balanço do semestre

No acumulado de janeiro a junho, o setor de Serviços também liderou a geração de empregos, com 571.926 vagas. A Construção registrou saldo de 168.962 postos, seguida pela Indústria (143.442) e Agropecuária (40.853).

O Comércio foi o único segmento que apresentou resultado negativo no primeiro semestre, com fechamento de 3.514 vagas formais.

Entre os estados, São Paulo (252.558), Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638) concentraram os maiores saldos de empregos criados em 2026. Já as maiores altas proporcionais foram registradas no Amapá, Acre e Mato Grosso.

Com informações da Assessoria do Governo Federal.

 

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