Mato Grosso do Sul se prepara para receber um dos maiores eventos internacionais de ecologia e feminismo criado pelo “Fórum Internacional Femina Vox”, que desde 2021 vem reunindo milhares de mulheres de mais de 30 países, além de personalidades do mundo político, artístico e acadêmico. Cada edição constitui um espaço de diálogo, inspiração e ação, com o propósito de fazer ressoar a voz das mulheres e promover uma cultura de paz, igualdade e solidariedade.
Liderado pela PhD Guila Clara Kessous, Artista da UNESCO pela Paz, o Femina Vox acontecerá pela primeira no Brasil, em duas edições: em Brasília e em Campo Grande-MS, no dia 16 de março, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, das 8 às 17 horas. A organização das edições brasileiras está sob minha responsabilidade, que atualmente me divido entre Campo Grande e Brasília, promovendo a articulação da luta da sociedade civil, dos ambientalistas e das mulheres sul-mato-grossenses pela igualdade de direitos e preservação do meio ambiente com as autoridades do governo federal.
Estamos visitando comunidades ribeirinhas do Pantanal, quilombolas e indígenas. Estamos articulando essas mulheres para que tragam ao Centro Cultural Rubens Gil de Camillo, no dia 16/03/26, suas produções artesanais a fim de dar visibilidade internacional às alternativas sustentáveis desenvolvidas para a conservação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas. Vamos apresentar ao mundo essas produções propiciando visibilidade e contribuindo com o empreendedorismo. Trabalho em conjunto com a Psicóloga Adriana Sunakozawa (CAESE|CEAEDD), ponto focal no Femina Vox no Brasil.
O evento apresenta um enorme potencial de fomento da economia criativa e sustentável, do ecoturismo e da cultura na região centro-oeste do Brasil, promovendo a sustentabilidade e a inclusão das mulheres, além de dar visibilidade ao Pantanal, cuja maior porção, no Brasil, se espraia pelo Mato Grosso do Sul. Por isso, está
recebendo o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, do Governo Federal e de diversos outros parceiros, tais como: UNIDERP; UFMS; UEMS; INSTEAD; Ministério dos Povos Indígenas; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE; Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul – FETEMS; Instituto Dandara de Acolhimento à Mulher e à Família; Movimento pela Justiça Climática; Inter-agency Network for Education Emergencies.
A expectativa é que o projeto “Femina Vox Pantanal: Mulheres no Enfrentamento das Mudanças Climáticas” não seja apenas um evento no dia 16 de março. Para além disso, ele pretende criar uma rede de divulgação das produções sustentáveis das mulheres do Pantanal no mundo inteiro, propiciando a melhoria
na renda dessas mulheres, e inserindo-as em um contexto de desenvolvimento sustentável. Como desdobramento do projeto, acontecerão diversas oficinas e rodas de conversa, produção de uma cartilha, lançamento de um livro, além da publicação de resumos expandidos nos anais do evento, que ficarão disponíveis na plataforma Cogna. Alunos e professores, cientistas em geral, poderão realizar suas inscrições como ouvintes, autores de trabalhos ou avaliadores dos resumos expandidos e dos banners, a serem exibidos no local. Fique atento à programação para que você possa participar.
Giselle marques é advogada, PhD em Meio Ambiente e Professora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da UNIDERP-ANHANGUERA. E-mail: giselle_marques@hotmail.com.
Este artigo é resultado da parceria entre o Jornal O Estado de Mato Grosso do Sul e o FEFICH – Fórum Estadual de Filosofia e Ciências Humanas de MS.
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