Abertura contou com apresentações culturais e oficinas
A 2ª Jornada do Patrimônio começou nesta segunda-feira (17) e segue até 22 de agosto, com programação especial dedicada à valorização, preservação e difusão do patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul. A abertura foi realizada na Praça Ary Coelho, das 9h às 11h, com apresentações culturais e oficinas.
A diretora de Memória e Patrimônio Cultural da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), Melly Sena, afirmou que o mês de agosto é o mês do patrimônio, “por isso a gente tem o nosso trabalho da Jornada em que várias ações, em vários locais, cidades, instituições, vão convergir chamando a atenção para o patrimônio. Esperamos que essa semana seja uma semana em que a população possa conhecer um pouco mais sobre o que é o nosso patrimônio cultural, e com isso olhar com mais atenção, carinho ao que a gente tem de memória e patrimônio na nossa cidade, no nosso Estado”, explicou.
“A Jornada promove uma reflexão importante, porque a proposta é conscientizar as pessoas sobre os nossos valores identitários e sobre a importância do patrimônio cultural. A cidade é de todos, e tudo o que hoje é reconhecido como patrimônio faz parte da história de cada um de nós. Esta é a primeira praça da cidade, presente desde o primeiro desenho urbano de Campo Grande. Até hoje, ela continua sendo um espaço que reúne as pessoas, além de representar o nosso cartão-postal e a nossa própria identidade. Tudo o que está ao redor dela também faz parte dessa construção. Nós, cidadãos, descendentes de diferentes povos e imigrantes que ajudaram a formar Campo Grande, precisamos reconhecer que fazemos parte dessa história e, por isso, devemos preservá-la”, afirmou.
Representando o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Mato Grosso do Sul), o chefe da divisão técnica, José Augusto Carvalho dos Santos, disse que o patrimônio está ligado à memória e está ligado ao pertencimento. “É a nossa história preservada para que possamos entender o caminho que vamos seguir daqui para frente”.
A programação integra as ações realizadas tradicionalmente durante o mês de agosto, período dedicado à reflexão sobre a importância do patrimônio cultural e da preservação de bens materiais e imateriais que contribuem para a construção da história e da identidade das comunidades.
Na terça-feira (18), das 13h30 às 15h30, o Auditório do MIS (Museu da Imagem e do Som) recebe a exibição de um documentário. Na quarta-feira (19), das 7h às 11h, serão realizadas oficinas de escrita criativa na Escola Estadual Antônio Delfino Pereira e no Centro de Educação Tia Eva.
Nos dias 20 e 21 de agosto, a programação segue no Auditório do MIS, com a realização do XVI Simpósio de Educação Patrimonial e do X Seminário Municipal de Patrimônio Cultural. As atividades serão realizadas das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30.
O encerramento acontece no sábado (22), das 8h às 12h, na Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio, em Jaraguari. A programação inclui uma expedição e registro audiovisual, ampliando as ações de preservação e documentação do patrimônio cultural para além da Capital.
A Jornada busca ampliar o debate sobre a preservação da memória e dos bens culturais, aproximar a população das iniciativas de educação patrimonial e fortalecer a valorização da diversidade cultural de Mato Grosso do Sul.
Confira a programação:
19 de agosto (quarta-feira) – Oficina de escrita criativa
* Escola Estadual Antônio Delfino Pereira e Centro de Cultura e Educação Tia Eva – Campo Grande – Período matutino. Oficina ministrada por Sarah Muricy, com produção de e-book sobre Tia Eva.
20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira) – XVI Simpósio de Educação Patrimonial e X Seminário Municipal de Patrimônio Cultural
* Auditório do Museu da Imagem e do Som (MIS) – Campo Grande. Evento realizado em parceria com a Fundação Municipal de Cultura (Fundac).
22 de agosto (sábado) – Expedição etnográfica “Memória e Identidade no Quilombo Furnas do Dionísio”
* Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio – Jaraguari – Período matutino
Programação das instituições parceiras:
* Exposição fotográfica “Olhares de Amambai: Memória, Terra e Fronteira” (Amambai);
* Caminhadas literárias e patrimoniais do MUAU – Museu de Arte Urbana (Campo Grande);
* Oficinas de elaboração de projetos culturais e preservação do patrimônio promovidas pelo IPHAN (Corumbá, Dourados e Campo Grande);
* Formação para professores da Rede Municipal de Ensino sobre patrimônio cultural (Campo Grande);
* Oficinas educativas, palestras e ações de extensão da UEMS;
* Encontro de Patrimônio de Mato Grosso do Sul, promovido pelo CAU/MS;
* Atividades de educação patrimonial da UFMS e do IFMS em Aquidauana;
* Encontro de desenho urbano do Urban Sketchers Campo Grande;
* Jogos patrimoniais desenvolvidos pela UCDB.
Todas as atividades da Jornada do Patrimônio de MS 2026 são gratuitas.
Por Carolina Rampi
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