HQ de MS é selecionada no projeto “Rumos”, do Itaú Cultural

(crédito: Reprodução)
(crédito: Reprodução)

Com foco em projetos de criação artística relacionados à arte e à cultura brasileira, a 20ª edição do programa ‘Rumos’, do Itaú Cultural, anunciou nesta segunda-feira (6) os 100 projetos selecionados pelo edital 2023-2024. Ao todo, foram recebidas 9.389 propostas, e os selecionados abrangem todos os estados e o Distrito Federal. A HQ “Morro do Criminoso: uma história sobre heranças e diálogos”, Mayara Barbosa Silva, foi o projeto selecionado do Mato Grosso do Sul a receber o incentivo.

A seleção dos projetos desta edição foi feita em três etapas. Primeiro foi feita a etapa de avaliação, onde todas as inscrições válidas foram analisadas pelos integrantes da comissão, e os projetos precisariam estar em parte, ou integralmente, dentro dos critérios norteadores do programa.

Na segunda etapa, a de seleção, os trabalhos aprovados foram analisados considerando a singularidade (criatividade, inovação, experimentação e contemporaneidade), relevância (abrangência, potencialidade, referência e representatividade) e consistência (conceituação e viabilidade). Por fim, os projetos selecionados ali, passaram pela etapa de viabilidade técnica, jurídica e orçamentária.

Conforme dados do Itaú Cultural, a região Centro-Oeste foi a região com menos inscritos, 5.6%, tendo sido selecionados 8.0%. Mato Grosso do Sul teve 89 projetos inscritos (0.9%) e apenas um selecionado. O Distrito Federal foi o local com mais projetos selecionados da região Centro-Oeste, com cinco no total. No ano passado, apenas um projeto do Estado foi selecionado novamente: G.I.B.I.M.S, de Fábio Roberto Vitor, também na modalidade História em Quadrinhos, que se transformou no livro ‘Quebra Torto’, coletânea que agrega diferentes estilos e vozes de seis autores de HQs da região: Anderson Barboza, Daniel Shaman, Grippho, Marina Duarte, Neiton Benitez e Fabio Quill, idealizador do projeto.

A gerente do Núcleo de Formação do Itaú Cultural, Valéria Toloi, destacou durante coletiva de imprensa realizada na manhã de ontem, que a região Centro-Oeste é um desafio. “Isso [as baixas inscrições no projeto] aconteceu há um tempo no Nordeste também, mas graças a nossa Caminhada, a nossa divulgação, atualmente a região se destaca em inscritos e em projetos selecionados. Acreditamos que aos poucos esse desafio será sanado, e a região Centro-Oeste também irá despontar”.

A ‘Caminhada’, citada pela gerente, é um bate-papo realizado em diversas cidades do Brasil, com os gestores do Itaú Cultural, para apresentar o projeto e elucidar possíveis dúvidas em relação aos processos de inscrição.

Ainda conforme Toloi, os artistas têm um ano e meio para a execução da sua proposta, porém o prazo não é fixo, e será acompanhado pelo Rumos. As divulgações serão feiras pelos próprios artistas, municípios e cidades.

Programa

Em 26 anos de existência, o programa “Rumos” recebeu mais de 75 mil inscrições, mais de 1.500 projetos foram apoiados, em diversos eixos como artes visuais, arte e tecnologia, cinema e vídeo, dança, educação, jornalismo cultural, literatura, música, teatro e pesquisa, e até junho do ano passado, mais de sete milhões de pessoas em todo o Brasil foram impactadas pelas obras selecionadas.

Entre a ampla diversidade de propostas, neste ano despontam temas intergeracionais, ampliam-se os assuntos que tratam de questões LGBTQIAPN+ – com especial atenção para a seleção de proponentes trans –, de temáticas raciais – principalmente de negritude e indígenas – e de cultura periférica.

Em uma inflexão na distribuição nacional de propostas recebidas e selecionadas, a região Nordeste, com 23,4% dos inscritos, é a que soma mais contemplados: 41%, do total. Na sequência está o Sudeste, totalizando 29% dos selecionados – para 53,3% de inscritos – e o Norte, com 12% projetos escolhidos e 5,2% das inscrições.

Considerando os estados com maior número de contemplados, o Rio de Janeiro desponta na frente com 13% do total. Trata-se de uma variação pequena em relação aos seguintes: Bahia e São Paulo com 12%, cada um, e Pernambuco, 11%. Pelo menos 28% dos projetos selecionados são de cidades do interior dos estados, 5% do Distrito Federal e 67% têm origem nas capitais.

Por Carolina Rampi

 

Acesse as redes sociais do O Estado Online no Facebook Instagram.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *