Ação aberta ao público transforma o Centro de Referência de Esporte e Cultura Escolar em um espaço de ritmo, expressão e encontro cultural.
Gratuito e para todas as idades, os moradores da regão do bairro Cabreúva, em Campo Grande, recebem no dia 21 de fevereiro, um aulão gratuito de dança. A iniciativa, promovida pelo NUAC (Núcleo de Arte e Cultura do Estado), da Sed (Secretaria de Estado de Educação), convida a população a vivenciar a dança, não apenas como atividade física, mas também como expressão cultural, social e humana.
Mais do que uma prática corporal, o encontro propõe um espaço de ritmo, expressão e convivência, sendo um ponto de encontro entre cultura, movimento e bem-estar. Não é necessário ter experiência prévia: basta disposição para se movimentar e se permitir viver a dança.
Conforme o gestor do projeto, professor Dr. Fábio Germano da Silva, a iniciativa está alinhada a uma proposta de formação integral do cidadão, promovendo bem-estar físico, fortalecimento emocional, socialização e valorização cultural. “A dança acolhe, conecta e transforma. É um espaço onde o corpo fala, mas também escuta o outro”, destaca.
“Dentro do nosso propósito, essa ação promove o acesso gratuito ao fazer artístico, estimulando a participação coletiva e democrática nas práticas culturais. É fomentar a arte com aceso a todos”, reforça.
A ação integra uma série de iniciativas voltadas à divulgação das aulas regulares de dança, que têm início ainda neste mês de fevereiro e contemplam ritmos variados e dança de salão. A proposta é ampliar o acesso da população às práticas corporais, estimulando a participação em atividades que unem saúde, cultura e socialização.
Para o professor Allysson Arguelho, responsável por ministrar as aulas de dança, o projeto amplia o acesso da comunidade a vivências culturais diversas. “É uma oportunidade de experimentar os ritmos em sua forma mais genuína e de fortalecer a relação entre corpo, cultura e identidade”, afirma.
Segundo ele, a aula será um espaço para acolher a todos, independente da idade, habilidade física, classe social ou tipo de corpo. “A dança nos proporciona isso. Sendo uma forma democrática de expressão, a dança acolhe a todos, inclusive quem nunca a praticou. É um momento de lazer e atividade física, capaz de reunir diversos benefícios que a dança proporciona. Para quem nunca teve contato com essa linguagem, o mais importante é se divertir e se soltar; não importa fazer tudo ‘certo’. O principal foco será a diversão”, explica.
Dança como arte
Enquanto linguagem universal, a dança carrega um valor histórico e simbólico construído ao longo de séculos. Por meio dos passos, gestos e ritmos, ela expressa emoções, histórias e identidades culturais. Esse olhar ampliado orienta o curso de dança desenvolvido pelo Núcleo de Arte e Cultura, em parceria com o Centro de Referência de Esporte e Cultura Escolar do Estado, local onde será realizado o aulão.
“A dança é uma linguagem expressiva e dinâmica, está presente no nosso dia-a-dia. A metodologia visa aproximar o público dessa arte de modo espontâneo, mas também com técnica. Creio que não há limites para arte!”, diz o gestor.
Ao destacar o caráter aberto e acessível da atividade, Fábia reforça a proposta de aproximar a comunidade tanto da dança quanto dos espaços culturais do Estado. “O Centro de Referência de Esporte e Cultura Escolar é mais um espaço que tem a missão de atender a todos, com o objetivo de promover as artes em suas diferentes vertentes”. Atualmente, o local oferece atividades como dança, teatro e violão, todas gratuitas.
Do corpo para a mente
O aulão gratuito será uma oportunidade para que os participantes conheçam a metodologia do projeto, experimentem diferentes ritmos e se aproximem das atividades que serão oferecidas ao longo do ano.
Todas as potencialidades artísticas precisam ser estimuladas. A arte requer prática, pesquisa, muito trabalho e resultados. Mesmo que seja feita com fins recreativos, terapêuticos, dentre outros, ela precisa de impulsos, o aulão é o ponto de partida para algo maior, como, por exemplo, as aulas regulares de dança e também outras linguagens. Muita das vezes desconhecemos os nossos talentos, e com isso podemos descobrir o quanto a arte pode transformar”, finaliza Germano.Para Allysson, ele espera que a experiência com o aulão leve as pessoas a continuar na dança. “A prática proporciona alívio mental, melhora na autoestima e autoconhecimento”.
Em sua trajetória, ele viu, por meio de seus alunos, como a dança proporciona a cura. “Em momentos difíceis da vida, elas se curaram por meio daquele tempo em que dedicaram a elas mesmas”. Uma de suas alunas, Gislaine dos Santos Carvalho de Lima, de 38 anos, comenta que a dança não é apenas exercício ou movimento, mas também cuidado com a mente, terapia e alívio.
“É o momento em que os problemas ficam menores e o sorriso aparece verdadeiro, daqueles que vem de dentro. Sou tímida, não danço, muitas vezes fico mais quietinha, masa dança me faz sorrir e esquecer de tudo lá fora. Só quem vive entende. Me sinto acolhido e saio melhor do que entrei, por dentro e por fora”, disse a aluna.
“Isso para mim vale muito, me motiva como ser humano e profissional. Pois é na prática que vejo o verdadeiro resultado do que a ciência já comprova através de estudos. Essas ações abertas a todos os públicos é a oportunidade para aquelas pessoas que talvez não conheça venha conhecer e fazer parte”, finaliza Allysson.
Apoio
A iniciativa conta com apoio de instituições como FCMS, FEBAFAMS, Sanesul, Delegacia da Receita Federal em Campo Grande e do Centro de Referência de Esporte e Cultura Escolar do Estado, reforçando a integração entre arte, educação e cidadania.
Serviço: O Aulão Gratuito de Dança será realizado no dia 21 de fevereiro, às 16h, no Centro de Referência de Esporte e Cultura Escolar do Estado, localizado na Rua Onze de Outubro, n.º 220, no bairro Cabreúva. A atividade é gratuita, aberta ao público e não exige experiência prévia, convidando pessoas de todas as idades a participarem.
Por Carolina Rampi