Alexandre Socci utiliza a técnica e sensibilidade para revelar as maravilhas de Mato Grosso do Sul

Foto: Alexandre Socci/Divulgação
Foto: Alexandre Socci/Divulgação

Fotógrafo, diretor e documentarista brasileiro, Alexandre Socci construiu uma carreira que une aventura, natureza, mergulho, esportes extremos e conservação ambiental. Desde 2006, já percorreu mais de 160 territórios ao redor do mundo, transformando experiências em imagens que ganharam reconhecimento internacional.

Ao longo dessa trajetória, Socci trabalhou em projetos ligados a marcas e veículos como Red Bull, BBC, National Geographic, Canal OFF e World Adventure Society. Também foi fotógrafo oficial da Godzone Race, na Nova Zelândia, uma das mais importantes corridas de aventura do mundo no qual até hoje desde 2012 ele faz parte como fotógrafo oficial, além de participar de expedições e produções no Ártico, Havaí, Bahamas, México, Canadá e outros destinos.

Entre seus trabalhos estão registros de grande complexidade técnica, como a aproximação de caiaques às lavas do vulcão Kilauea, no Havaí, experiências no Ártico e expedições subaquáticas. Em Svalbard, realizou seu primeiro salto de caiaque no Ártico, em trabalho reconhecido pela National Geographic Adventure e selecionado para o Extreme Photo of the Year.

Mas, apesar de tantos cenários extraordinários pelo mundo, existe um território que continua despertando seu encantamento: Mato Grosso do Sul.

Screenshot

Apaixonado pelo Pantanal, por Bonito e pelo turismo de aventura, Socci já esteve diversas vezes no Estado, registrando experiências de ecoturismo, mergulho e vida selvagem.

Para ele, fotografar Mato Grosso do Sul exige muito mais do que encontrar um cenário bonito.“Fotografar as maravilhas de Mato Grosso do Sul, para mim, é muito mais do que chegar a um lugar bonito e apontar uma câmera.”

Como seu trabalho é realizado submerso, o fotógrafo precisa dominar uma série de elementos ao mesmo tempo: flutuabilidade, correnteza, profundidade, luz, equipamento e, principalmente, a imprevisibilidade daquilo que está diante de suas lentes.

“Grande parte do meu trabalho acontece dentro da água, então eu preciso primeiro fazer parte daquele ambiente. Estou mergulhando, controlando flutuabilidade, corrente, profundidade, luz, equipamento e, ao mesmo tempo, tentando antecipar o que vai acontecer na minha frente.”

O desafio aumenta quando o personagem da fotografia é um atleta, outro mergulhador ou um animal selvagem.

“Muitas vezes fotografando outro mergulhador, um atleta ou um animal selvagem que obviamente não vai repetir a cena para mim.”

Para Socci, existe ainda uma característica quase mágica nas águas sul-mato-grossenses. “Às vezes estou a muitos metros de profundidade olhando para cima e ainda consigo enxergar a floresta, o céu ou alguém na superfície. É quase como fotografar dois mundos ao mesmo tempo.”

Ele ainda ressalta que é essa possibilidade de revelar diferentes dimensões em uma mesma imagem que torna o trabalho subaquático no Estado tão especial.

A experiência internacional de Socci também trouxe uma filosofia muito clara para seu trabalho com natureza e vida selvagem: observar antes de agir e respeitar o comportamento natural dos animais.

“Eu não gosto de interferir no ambiente para fabricar uma fotografia. Principalmente quando trabalho com natureza e vida selvagem. Tento me posicionar, esperar e entender o comportamento para que a imagem aconteça dentro da realidade daquele lugar.”, explicou o profissional.

Esse conceito esteve presente em um de seus registros mais marcantes em Mato Grosso do Sul: o encontro com a sucuri-verde “Ana Júlia”, em Bonito, para a série Águas Selvagens, do Canal OFF.

A experiência também se soma a outros trabalhos realizados em importantes atrativos turísticos da região,

Fotos=: Alexandre Socci/Divulgação

como o Abismo Anhumas, a Lagoa Misteriosa e o Rio da Prata, em Jardim.

Mais recentemente, Socci retornou ao Estado para novos registros na região de Bonito. Entre eles, acompanhou uma mergulhadora especializada em apneia em um mergulho com jacarés, produzindo imagens de uma experiência que exige domínio técnico, controle e profundo respeito pelo ambiente, divulgado pela grande imprensa nacionalmente.

Nesta passagem, também conheceu a Estância Passo da Anta, em Guia Lopes da Laguna, ampliando seu contato com as experiências de natureza, cultura e turismo oferecidas pela região.

Depois de quase duas décadas fotografando diferentes paisagens e situações pelo mundo, Socci revela que Mato Grosso do Sul continua despertando nele a mesma sensação de descoberta.

“Talvez seja isso que mais me fascine em fotografar Mato Grosso do Sul. Mesmo depois de tantos anos trabalhando com imagem e viajando para tantos lugares, ainda existem situações aqui em que eu entro na água e penso: ‘como é possível existir um lugar assim?’”

E é justamente aí que a fotografia deixa de ser apenas um registro. “Meu trabalho passa a ser tentar fazer uma fotografia que consiga transmitir pelo menos uma parte da sensação de estar ali.”, detalhou Socci.

Além de fotógrafo, Socci atua como diretor e documentarista em projetos ligados à aventura, ao esporte e à conservação.

Sua trajetória tem como fio condutor a chamada “Aventura com propósito” conceito que traduz uma forma de trabalhar em que a imagem não serve apenas para impressionar, mas também para aproximar as pessoas da natureza e despertar consciência sobre sua preservação.

A presença de Alexandre Socci no Estado reforça o potencial de Mato Grosso do Sul como cenário para experiências de ecoturismo, aventura, mergulho e conservação, ao mesmo tempo em que apresenta suas belezas sob o olhar de um profissional brasileiro reconhecido internacionalmente.

De Bonito a Jardim, de Guia Lopes da Laguna ao Pantanal, cada registro contribui para mostrar que Mato Grosso do Sul não é apenas um lugar para ser visitado. É um território para ser vivido, explorado e, sobretudo, preservado.

Alexandre Socci segue fazendo o que sabe melhor: mergulhando, observando, esperando e transformando momentos únicos em imagens capazes de levar um pouco da sensação de estar ali para quem ainda vai descobrir Mato Grosso do Sul.

Durante esta temporada no MS ele segue fazendo alguns trabalhos particulares para grandes empresas e também realiza registros exclusivos para atrativos e marcas do turismo que queiram ser clicados por suas lentes que vão além da foto.

 

Juliana Brum 

 

Confira as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *