Exposição “Florarium” reúne 36 artistas em Campo Grande com foco na flora de MS

Imagem Divulgação
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Mostra independente estreia em 4 de setembro na Casa de Cultura com pintura coletiva em tecido, videomapping e show imersivo totalmente gratuitos 

Estreando no mês da Primavera e homenageando o Ipê Amarelo, a exposição de arte independente “Florarium: Do nativo ao endêmico” reúne 36 artistas e entusiastas da botânica para um momento de contemplação e compartilhamento de saberes sobre a flora de Mato Grosso do Sul. Totalmente gratuita, a mostra abre ao público no dia 4 de setembro, às 19h, na Casa de Cultura, em Campo Grande.

A exposição tem curadoria coletiva dos artistas Addi, Bejona e Lumar. O objetivo principal é sensibilizar o público e despertar um olhar atento para a biodiversidade do Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica. A obra central da mostra consiste em um grande painel de tecido pintado em aquarela, que representa flores nativas e endêmicas da região.

Para criar o tecido principal, diversos nomes da cena cultural sul-mato-grossense uniram seus estilos e visões artísticas. A produção passou por diferentes espaços colaborativos da Capital, como a papelaria Arquitécnica, a Casa de Cultura, a Plataforma Cultura e o ateliê Dindôrere, do professor Ariel Campagna.

Entre as participantes estão artistas premiadas e nomes consagrados da arte local, como Patrícia Helney, Giane Bifon, Rosane Bonamigo, Lígia Rocha, Paloma Roma e a muralista Natacha IK. A criação coletiva também contou com a contribuição de Alice Torres, Deb Koala, Diana Morais, Gi Brandão, Jamille Rosa, Jaqueline Basso, Julia Muniz, Luana Aielo, Bittrrud, D. Farias, Gabiru, Paola Roma, Renan Reis, Ruan Quevedo, Rubi, Bruna Camargo, Diana Costa, Ariel Campagna, Syunoi e Henrique Silva.

A mostra inclui ainda obras com teor científico de pesquisadores e ilustradores botânicos de outros estados, como Klei Souza, artista premiado internacionalmente, e Paulo Ormindo, professor adjunto de Belas Artes da UFRRJ. O grupo de convidados traz também Lúcia Monte Serrat, Haycson, Fernanda Lopes, Ana Julião, Carelli, Genoveva Roberto, Kalebe Mazzinee e Origamis Fabulosos.

Arte imersiva e conscientização ambiental

Além das artes visuais, a vernissage aposta na integração de linguagens artísticas para expandir a experiência do visitante. O público poderá conferir um videomapping reativo exibido em sincronia com a obra do artista Nativo, acompanhado do show musical de Jorge Aluvaiá, que apresenta o espetáculo inédito “A partilha da miragem, sementes do som, mistérios da luz”.

À frente da produção e curadoria, o artista Addi explica que idealizou a integração para criar um momento envolvente dentro do tempo de visitação. “Acho fundamental em toda vernissage unir não só artes visuais, mas outros meios como música, performance e até gastronomia. Tudo se integra e vira algo coeso. Pensando no tempo curto da exibição, decidi incluir essa imersão sonora junto à mostra”, ressalta.

Para o produtor, o tema da exposição vai além da estética e busca provocar reflexões urgentes sobre a conservação ambiental e os impactos da presença humana nos ecossistemas locais.

“A exposição não é apenas para gravar a flora regional na mente dos visitantes pelas pinturas, mas também promove reflexões sobre a conservação e alerta sobre o efeito da presença humana nesses ambientes”, afirma Addi.

Desafios da produção cultural independente

Viabilizar o evento exigiu dedicação contínua e superação de obstáculos logísticos e financeiros. Segundo Addi, o projeto foi pensado desde o início do ano e enfrentou imprevistos de cronograma e conciliação de agendas, em um processo que o produtor define como um aprendizado constante.

“Foi um desafio criar com vários artistas ao mesmo tempo, pois cada um tem sua própria maneira de fazer e seu próprio tempo. Na arte você realmente não tem certeza de nada, e essa incerteza é algo muito difícil de lidar, razão pela qual acredito que muitos desistam de gerar cultura na cidade”, relata o curador.

O financiamento independente também se destacou como uma das principais barreiras. Addi enfatiza a importância das redes de apoio formadas entre os próprios artistas e a necessidade de colaboração para que ações culturais aconteçam na Capital.

“É realmente muito difícil a cultura acontecer em Campo Grande e vejo que os custos são um empecilho muito grande. Se eu fosse pagar todos os participantes que trabalharam para o projeto acontecer de maneira justa, nada aconteceria. Tivemos apoio de artistas consagradas e de grandes incentivadoras da arte na cidade que acreditaram no projeto”, pontua.

Sem grandes expectativas prévias sobre a reação do público, Addi enxerga a própria organização do evento como uma obra em construção e convida a população a prestigiar a abertura.

“Gostaria de chamar todo o público para ir à abertura, porque as artes, as informações expostas e principalmente a apresentação imersiva de música e videomapping serão algo raro de acontecer novamente na cidade por um bom tempo”, finaliza.

Serviço

Exposição: “Florarium: Do nativo ao endêmico”

Abertura: 4 de setembro, às 19h

Local: Casa de Cultura de Campo Grande

Entrada: Gratuita

 

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