Mostra de Wendel Fontes é a primeira de oito exposições selecionadas por edital da Política Nacional Aldir Blanc, que destinou R$ 320 mil a projetos de artes visuais em Mato Grosso do Sul
O que permanece da infância quando nos tornamos adultos? Essa é a reflexão proposta pela exposição “O que permanece em nós?”, do artista visual Wendel Fontes, em Mato Grosso do Sul. A mostra reúne imagens que exploram memórias, experiências individuais e aspectos da infância que continuam presentes ao longo da vida.
Por meio de composições que retratam crianças em momentos de introspecção e envolvimento com o universo lúdico, o artista convida o público a revisitar lembranças e pensar sobre como essas experiências influenciam a construção da identidade na vida adulta.
A exposição é a primeira de oito selecionadas pelo edital 030 da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), lançado em 2025. Cada projeto recebeu R$ 40 mil, totalizando R$ 320 mil em investimentos destinados às artes visuais em Mato Grosso do Sul. As exposições selecionadas serão realizadas até 2027.
Memórias e cotidiano
Formado em Artes Visuais e pós-graduado em História da Arte, Wendel Fontes trabalha principalmente com pintura e fotografia. Sua produção transforma cenas cotidianas em imagens poéticas, construídas a partir da combinação de fotografias, colagens, sobreposições e textos que acompanham as obras.
A pesquisa do artista aborda a relação entre as experiências da infância e os desafios da vida adulta. As imagens podem despertar lembranças pessoais, mas também propõem interpretações que vão além da nostalgia, explorando sentimentos, pertencimento e a maneira como cada pessoa compreende a própria trajetória.
Segundo Renan Reis, gerente de Políticas Públicas e Fomento Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, a exposição busca refletir sobre o que permanece do universo infantil na vida adulta, incluindo a imaginação, as brincadeiras e o aspecto lúdico.
Próxima exposição será em novembro
A próxima mostra contemplada pelo edital será “Mato ou morro”, da artista Isabella Beatriz de Abreu. A exposição entra em cartaz em 13 de novembro e segue até 8 de janeiro de 2027.
O projeto reúne pinturas, desenhos, instalações e obras desenvolvidas para dialogar diretamente com o espaço expositivo, com possibilidades de intervenções em paredes, cores, iluminação e outros elementos temporários.
O edital prevê ainda contrapartidas educativas dos artistas selecionados, como oficinas gratuitas com carga horária mínima de 12 horas ou a contratação de educadores e mediadores para acompanhar as visitas e promover ações de mediação cultural.
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