Dolly Parton morre aos 80 anos e deixa legado que atravessa gerações

Foto: Reprodução/ Instagram
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Lenda do country, cantora escreveu clássicos como Jolene e I Will Always Love You, venceu 11 Grammys e também se destacou pela filantropia

Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A morte da cantora, compositora e atriz foi anunciada pela família em um vídeo publicado nas redes sociais da artista. O comunicado foi feito pelo sobrinho Bryan Seaver, que também trabalhou durante anos como chefe de segurança da cantora.

Segundo a família, o vídeo havia sido preparado a pedido da própria Dolly anos antes. Ela morreu em Nashville, nos Estados Unidos. A causa da morte não havia sido divulgada nas primeiras informações sobre o falecimento.

A cantora vinha enfrentando problemas de saúde e, em maio deste ano, cancelou uma residência de shows. Poucos dias antes de morrer, porém, ainda havia falado sobre novos planos profissionais e demonstrado intenção de continuar trabalhando.

Nascida em 1946, no condado de Sevier, Tennessee, Dolly cresceu em uma família de 12 filhos e em condições de pobreza. A música fazia parte da rotina familiar e foi nesse ambiente que ela aprendeu a tocar instrumentos e começou a desenvolver a habilidade para compor.

Ainda criança, passou a se apresentar em programas de rádio. A carreira ganhou projeção nacional em 1967, quando entrou para o programa de televisão de Porter Wagoner. A parceria rendeu sucessos, mas Dolly posteriormente decidiu seguir carreira solo.

Foi nesse período que surgiu uma de suas músicas mais conhecidas. Ao deixar o programa de Wagoner, em 1974, Dolly escreveu I Will Always Love You como uma despedida. A canção posteriormente ganhou dimensão mundial na voz de Whitney Houston.

Com uma produção estimada em cerca de 3 mil composições, Dolly se tornou uma das principais autoras da música norte-americana. Entre seus maiores sucessos estão Jolene, 9 to 5 e Coat of Many Colors.

Ela também se destacou ao lado de Kenny Rogers em Islands in the Stream e integrou, com Emmylou Harris e Linda Ronstadt, o projeto Trio.

Além da música, construiu carreira no cinema e na televisão e criou o parque temático Dollywood, no Tennessee.

Dolly foi incluída nos Halls da Fama da Música Country e do Rock & Roll. A carreira rendeu 11 prêmios Grammy, incluindo uma homenagem pelo conjunto da obra.

Fora dos palcos, a artista também ficou conhecida pelo trabalho social. Em 1995, criou a Imagination Library, iniciativa dedicada à distribuição de livros para crianças e que se tornou uma das principais marcas de sua atuação filantrópica. Ela também apoiou pesquisas médicas, educação e outras causas sociais.

A cantora ainda manteve uma relação próxima com artistas de diferentes gerações, incluindo Miley Cyrus, Sabrina Carpenter e Beyoncé, ajudando a manter seu trabalho presente entre públicos mais jovens.

Dolly foi casada com Carl Thomas Dean por quase seis décadas. Ele morreu em março de 2025, aos 82 anos, e a perda teve forte impacto sobre a cantora.

Mesmo após o período de luto e diante dos problemas de saúde, Dolly continuou envolvida em projetos artísticos. Sua trajetória deixa uma marca que ultrapassa o country e reúne música, cinema, negócios, cultura e filantropia.

 

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