Comunidade Tarsila do Amaral realiza hoje Festa de São Sebastião com reza e jantar coletivo

Foto: Divulgação
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Celebração começa às 19h, em Campo Grande, e mantém tradição praticada há mais de 15 anos

A Comunidade Indígena Tarsila do Amaral, em Campo Grande, realiza neste sábado (14) a Festa de São Sebastião, celebração religiosa que ocorre há mais de 15 anos no local. O encontro começa às 19h, na Rua Madre Cristina, 646, no bairro Tarsila do Amaral.

A programação prevê, às 19h30, a reza do terço entre os participantes. Em seguida, às 20h, será servido jantar coletivo com sobremesa. Moradores organizam a celebração, que faz parte do calendário da comunidade e reúne famílias da região.

Indígena Terena e uma das organizadoras, Lucineide Julio afirma que a festa representa continuidade da tradição. “A festa de São Sebastião representa a nossa raiz, sendo uma tradição passada de geração em geração, simbolizando a união e proteção. Para a nossa comunidade, a nossa casa é sempre aberta para celebrar a ancestralidade”, diz.

Ela destaca a importância do momento de oração para o grupo. “Quando todos se reúnem para a reza, há troca de energias, experiências e apoio, fortalecendo assim o laço da comunidade. É importante para preservar a nossa cultura e a nossa história. Espero que as pessoas sintam alegria e paz no coração”.

“Levamos essa tradição há mais de 15 anos. É importante porque mantém viva a nossa fé e a nossa espiritualidade, fortalecendo também o laço da comunidade”, completa.

A edição deste ano conta com apoio do Grupo Trabalho e Estudos Zumbi (Grupo TEZ), por meio do projeto Festividades Religiosas: Saberes e Ancestralidade, vinculado à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, com execução da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Presidenta do grupo, Bartolina Ramalho Catanante (Bartô) afirma que o apoio às celebrações integra ações voltadas à valorização cultural. “As festividades religiosas fazem parte da nossa vivência, da nossa memória afetiva. Nas comunidades tradicionais, essas celebrações sempre foram pontos de integração, de cantoria, de visita e de participação. Quando o TEZ participa dessas festividades, a gente revive e rememora a cultura popular que faz parte da memória ancestral das comunidades”.

Segundo ela, o projeto também inclui ações formativas. “Uma coisa é a manifestação cultural. Outra é refletir sobre essa manifestação. As ações formativas trazem esse debate sobre como essa cultura está viva nos territórios e o que precisamos fazer para fortalecê-la, principalmente entre a juventude”.

Para Bartô, manter essas práticas também tem dimensão social. “Nosso trabalho é combater o racismo e afirmar que as pessoas negras e os povos tradicionais têm identidade cultural, memória e história. Fortalecer essas festas é fortalecer essa memória e essa presença na sociedade”.

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