Alcione, Xamã e Pixote são atrações do Festival América do Sul 2025

Alcione - Foto: Vinicius Mochizuki.
Alcione - Foto: Vinicius Mochizuki.

Evento será realizado de 15 a 18 de maio em Porto Geral, após cancelamento em 2024

A 18ª edição do Festival América do Sul já tem data marcada: 15 a 18 de maio, em Porto Geral, Corumbá. O evento volta após um ano de hiato e já confirmou nomes nacionais, internacionais e homenagens, com objetivo de resgatar as primeiras edições do festival, além de fomentar a economia local e promover a integração cultural entre os países do continente.

A edição deste ano traz diversidade de manifestações artísticas e apresentações de grandes nomes da música nacional e internacional, como Alcione, Pixote, Xamã e Duduca & Dalvan, que se apresentarão acompanhados de uma orquestra, além dos cubanos do Buena Vista Social Club. A Catedral Erudita, localizada na Matriz de Nossa Senhora da Candelária, será palco de uma orquestra composta por músicos de diversos países da América do Sul, incluindo Argentina, Uruguai, Colômbia, Venezuela, Suriname e as Guianas.

Tributo

O festival irá homenagear dois nomes da cultura sul-mato-grossense este ano. Um deles será Francisco Ignácio da Silva Neto, popularmente conhecido como Tim. Falecido em maio de 2017, ele foi o primeiro compositor de Mato Grosso do Sul a ter uma música gravada em disco, o samba-canção ‘Silêncio Noturno’. O outro homenageado será o músico e compositor Mário Zan, falecido em novembro de 2006, autor da célebre canção ‘Chalana’.

O prefeito de Corumbá, Gabriel Alves, destacou a importância do evento para a cidade e a participação popular na construção desta edição. “É muito importante para Corumbá retomarmos o Festival. Hoje, essa audiência nos permite fazer ajustes e atender às reivindicações da população”, afirmou durante audiência pública.

O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, ressaltou o papel da audiência pública na elaboração coletiva do Festival. “Celebramos nossas raízes sul-americanas e latinas, e eventos como esse não são apenas para entretenimento, mas também para valorizar a cultura e gerar renda para a população”, disse.

A escolha do mês para a realização do FAS 2025 foi classificada como estratégica pelo deputado estadual Paulo Duarte. “Estamos trazendo o Festival de volta para o mês de maio, como era originalmente. Maio é um período mais tranquilo do ponto de vista climático, permitindo que as atividades ocorram sem imprevistos. Ouvimos a população para que o evento seja ainda melhor”, ressaltou. No ano passado, o festival foi cancelado devido as altas temperaturas que poderiam prejudicar a população e artistas.

Pixote – Foto: Divulgação

O presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Eduardo Mendes, destacou a importância da parceria com a Prefeitura. “Temos que entender o que precisa acontecer em Corumbá e trabalhar juntos para realizar um Festival condizente com a realidade local”, afirmou. Ele também enfatizou o potencial turístico do Porto Geral: “qual cidade do Brasil tem um atrativo como o Porto? Qual cidade tem esse patrimônio histórico, essa beleza natural, o pôr do sol no rio? Tudo isso é encantador. Não tem como não ocupar aquele espaço e dar vida a ele, não só nos dias do festival, mas também criando um legado para o futuro”, frisou.

A integração entre artistas locais e internacionais é um dos pilares do festival. Wanessa Rodrigues, diretora-presidente da Fundação da Cultura de Corumbá, enfatizou a importância de incluir agentes culturais da cidade na programação. “Quanto mais trabalhadores da cultura estiverem envolvidos, melhor será para todos nós. O festival é uma marca da diversidade cultural da nossa região”, afirmou.

Estrutura

A estrutura que será montada para os quatro dias do Festival América do Sul foi apresentada pelo diretor-presidente da FCMS. De acordo com Eduardo Mendes, a realização do FAS conta com um investimento de mais de R$ 6 milhões do Governo do Estado. A contrapartida da Prefeitura de Corumbá se dará na contribuição com diversos aspectos estruturais e operacionais.

O espaço contará com dois pórticos de entrada, cada um com cinco metros de altura, reforçando a identidade visual do evento e tornando-se pontos marcantes do local. Além disso, serão instalados monumentos “instagramáveis”, que permitirão aos visitantes registrar sua experiência e interagir com elementos que simbolizam a integração cultural da América do Sul.

Entre as áreas principais do projeto, destacam-se:

Xamã – Foto: Divulgação

Palco do Porto (Palco 2): espaço complementar dentro do complexo cultural, voltado para apresentações secundárias e atrações interativas.

Palco Principal: um palco concha, inspirado no utilizado no Rock in Rio, garantindo melhor acústica e proteção para o público em caso de chuvas leves. Conta com uma área ampla para a população, proporcionando conforto e segurança para os espectadores.

Monumento Central: estrutura representativa da união entre os países sul-americanos, onde visitantes poderão sentar, contemplar a vista e interagir com o símbolo da fraternidade entre as nações do continente.

Pavilhões, galerias de arte, intervenções artísticas ao ar livre, seminários e uma praça gastronômica vão ocupar toda a área do porto. O Beco da Candelária será transformado em uma galeria de arte e uma passarela de moda será montada em frente ao Casario.

 

Por Carolina Rampi

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