Transição energética: produção de etanol de cana-de-açúcar deve chegar a 5 bilhões de litros

Foto: Mairinco de Pauda
Foto: Mairinco de Pauda

Os resultados no etanol e açúcar crescem e fortalecem o papel de Mato Grosso do Sul no cenário nacional 

Mato Grosso do Sul caminha para uma safra histórica no ciclo 2025/2026, com a moagem estimada em 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. A produção deve alcançar cerca de 5 bilhões de litros de etanol e 2,1 milhões de toneladas de açúcar, consolidando o Estado como um dos principais polos de bioenergia do país.

Atualmente, o Estado já responde por 13,5% da produção nacional de etanol, com destaque para o etanol de milho, que representa 44% do total produzido.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (26), durante a 4ª Expocanas, realizada em Nova Alvorada do Sul, município reconhecido como o maior produtor de cana-de-açúcar do Estado. Considerada a maior vitrine tecnológica do setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul, a feira reúne cerca de 120 expositores e deve receber aproximadamente 10 mil visitantes até esta sexta-feira (27).

A abertura ocorreu no Pavilhão da Bioenergia e contou com a presença do governador Eduardo Riedel, além de autoridades estaduais, municipais e representantes do setor produtivo.
Durante o evento, foi apresentado o balanço da safra e as perspectivas para o setor, que segue em expansão. De acordo com a Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), o Estado ocupa posições de destaque no cenário nacional: é o 4º maior produtor de cana-de-açúcar, o 4º maior produtor de etanol, o 2º maior produtor de etanol de milho, o 5º maior produtor de açúcar e o 4º maior exportador de bioeletricidade.

Para o secretário de Estado Jaime Verruck, a Expocanas evidencia a importância estratégica da cadeia produtiva. “A cadeia sucroenergética é uma das bases do nosso crescimento, com forte capacidade de geração de emprego, atração de investimentos e agregação de valor. Quando falamos em bioenergia, estamos falando de um setor que coloca Mato Grosso do Sul na vanguarda da transição energética, com sustentabilidade e competitividade”, afirmou.

O presidente da Biosul, Amaury Pekelman, destacou o papel do Brasil no cenário global e o avanço do Estado no setor.

“Quando olhamos para o país, a bioenergia avança com escala, segurança energética e liderança global. O fortalecimento do Renovabio, a ampliação dos biocombustíveis e o avanço em novos mercados, como biometano e combustíveis sustentáveis, mostram que o Brasil tem uma solução concreta para a transição energética. E Mato Grosso do Sul está plenamente inserido nesse contexto”, disse.

Segundo Pekelman, o Estado alia tradição e inovação, com crescimento estruturado e diversificação da produção. “O Estado se consolida como um dos principais polos de bioenergia do país, combinando competitividade, expansão estruturada e capacidade de atrair investimentos. Tradicional na cana-de-açúcar, Mato Grosso do Sul avança com força na diversificação, com destaque para o etanol de milho, além de novas frentes como biogás e biometano”, afirmou.

Ele também ressaltou os resultados ambientais obtidos nos últimos anos. “Desde o início do Renovabio, entre 2020 e 2025, Mato Grosso do Sul já evitou a emissão de 17,2 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera a partir da produção de etanol, reforçando o papel do setor como protagonista do programa MS Carbono Neutro”, concluiu.

Setor que assina carteira
O setor sucroenergético também tem forte impacto na economia, sendo responsável pela geração de mais de 34 mil empregos diretos no Estado.

Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais estados produtores de energia limpa e renovável do Brasil, concentram 22 usinas em operação – todas produtoras de etanol hidratado, que cogeram bioeletricidade, e 14 delas exportam o excedente para a rede nacional de energia elétrica.

O Mato Grosso do Sul tem crescido e está cada vez mais bem posicionado nessas duas áreas, com toda a cadeia produtiva do início ao fim, com a industrialização dessa base produtiva. Isso gera emprego, renda, capacidade de investimento, oportunidade para as pessoas, que é o que a gente quer ver”, finalizou Riedel.

Por Ana Krasnievicz

 

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