MS tem 24 casos de ferrugem asiática em plantações de soja

ferrugem asiática
Foto:ANeto

Praga pode reduzir produção dos grãos em até 90%

Mato Grosso do Sul já registra 24 ocorrências de ferrugem asiática em 14 municípios. Conforme o levantamento do Consórcio Antiferrugem foram contabilizados nas seguintes cidades: Amambai, 1; Aral Moreira, 1; Bonito,1; Caarapó, 2; Chapadão do Sul, 3; Dourados, 1; Ivinhema, 2; Laguna Carapã, 1; Maracaju, 2; e Sidrolândia, 3; São Gabriel do Oeste, 3; Ponta Porã, 1; Naviraí, 2; Costa Rica, 1.

A praga é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que pode reduzir a produção de soja em até 90%. Na qual as plantas em estádio fenológico R5 são as que acumulam o maior número de casos, contudo a doença também já foi identificada em R4 e R6.

O presidente da Aprosoja- -MS (Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), André Dobashi, relata que a doença não é mais novidade para o produtor de soja.

“Ano a ano, os produtores vêm melhorando a tecnologia e os manejos em suas fazendas, com o intuito de evitar ou reduzir os danos causados pelo fungo. Contudo, sempre é válido alertarmos quanto à necessidade de monitoramento e práticas assertivas para um controle eficiente.”

Dobashi conta ainda que as boas práticas para o enfrentamento da ferrugem iniciam na entressafra, com o controle de plantas voluntárias no vazio sanitário.

A semeadura antecipada, quando permitida pelas condições climáticas, é uma boa alternativa para reduzir os riscos, já que a presença do patógeno aumenta de acordo com o andamento do ciclo de cultivo. O monitoramento constante é outro aliado do produtor, pois, a partir dele, é possível identificar a doença no início do ciclo, aumentando a eficiência dos produtos controladores.

Sinais

Já em relação aos “sintomas” causados pelo fungo iniciam no terço inferior das plantas, com pequenas lesões escurecidas na face adaxial (superior) e estruturas de reprodução do patógeno na face abaxial (inferior) das folhas. Porém, com a evolução da doença, as pontuações aumentam, fazendo com que a área fotossinteticamente ativa seja reduzida, causando amarelecimento e queda das folhas.

A partir disso, a produção de fotoassimilados é comprometida, prejudicando o enchimento dos grãos e, consequentemente, a produtividade das áreas.

Dano da ferrugem asiática

Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja Cláudia Godoy, a ferrugem está favorecida pelas chuvas bem distribuídas ao longo desta safra. “Nas regiões em que as chuvas estão regulares, a doença é mais comum quando ocorrem falhas de aplicações de fungicidas ou os fungicidas utilizados têm baixa eficiência para o controle da ferrugem.”

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), mais de 50% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos – após R5, situação em que a doença causa menos dano. Dessa forma, o potencial de dano da ferrugem asiática é maior nas lavouras ainda em estádio vegetativo, floração e formação de vagens, que recebem maior quantidade de inóculo do fungo das áreas semeadas mais cedo.

“Permanecendo as condições favoráveis para a doença, as lavouras mais atrasadas irão necessitar de aplicações com fungicidas com alta eficiência para o controle da doença”, alerta. “Mesmo os produtos mais eficientes para o controle devem estar associados ao uso de fungicidas multissitios, à medida que aumenta o inóculo da ferrugem nas regiões”, conclui Cláudia.

Por Marina Romualdo  – Jornal O Estado do MS

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