EUA aumentam compras de carne bovina do Brasil em 58% e pagam preço recorde

Imagem Divulgação
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Importações norte-americanas chegaram a 28,89 mil toneladas em julho, enquanto o preço médio de US$ 6.699 por tonelada foi o maior entre os principais compradores 

 

Os Estados Unidos ampliaram significativamente as compras de carne bovina brasileira em julho de 2026, mesmo com a redução das importações por parte da China. No mês, os norte-americanos adquiriram 28,89 mil toneladas da proteína brasileira, entre carne in natura, industrializada e miúdos.

O volume representa um aumento de 58,45% em relação a julho de 2025. Na comparação com junho deste ano, as compras também cresceram, com alta de 9,64%.

Além do avanço no volume, os Estados Unidos se destacaram pelo valor pago pela carne bovina brasileira. Segundo levantamento da Agrifatto, o preço médio chegou a US$ 6.699 por tonelada, o maior entre os grandes compradores da proteína nacional.

O resultado ocorre em um cenário de oferta restrita no mercado interno norte-americano, fator que contribuiu para elevar a procura pela carne bovina brasileira e o preço pago pelos importadores.

Chile também amplia compras

Além dos Estados Unidos, outros mercados aumentaram significativamente as compras de carne bovina brasileira em julho.

O Chile importou 19,23 mil toneladas, volume 49,94% superior ao registrado em junho e 88,07% maior na comparação com julho de 2025. Segundo a Agrifatto, foi o maior volume mensal já adquirido pelo país.

A Rússia também apresentou crescimento nas compras. Foram 12,01 mil toneladas em julho, alta de 47,61% em relação ao mês anterior.

México e Egito também registraram avanço nas importações da proteína brasileira durante o período.

China reduz compras

O crescimento das compras por outros mercados ocorre justamente em um momento de forte redução da demanda chinesa pela carne bovina brasileira.

A China, tradicionalmente o principal destino da proteína nacional, diminuiu de forma expressiva suas aquisições em julho. O movimento reforça a diversificação dos mercados consumidores e coloca Estados Unidos, Chile e Rússia entre os destinos que ganharam espaço nas exportações brasileiras no período.

Para o setor pecuário, o aumento das compras norte-americanas ganha relevância não apenas pelo volume, mas também pelo valor pago pela tonelada, que superou as referências dos demais grandes importadores.

 

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