Estiagem força avicultores a contratarem caminhões pipa e abrirem novos poços artesianos

(Foto: Edemir Rodrigues)
(Foto: Edemir Rodrigues)

A estiagem que atinge Mato Grosso do Sul forçou os avicultores do Estado a abrirem novos poços artesianos e, em alguns casos, até pedir reforço para caminhões pipa, levando o governo do Estado de MS a decretar estado de emergência em todos os 79 municípios. A decisão tomada permite que o poder público possa entrar com ações emergenciais e efetuem financiamentos e seguros para os produtores.

Em Campo Grande, o avicultor Adroaldo Hoffmann, que administra duas granjas na capital, demonstrou preocupação com o período de seca, já que os poços da região não deram conta de abastecer os animais. “Na produção avícola nós temos uma necessidade muito grande de ter água, não só para dar para os animais beberem, mas também para regular o ambiente dentro dos barracões. Tivemos que furar poços semi artesianos a toque de caixa, para poder evitar uma mortalidade das aves”, afirmou.

Segundo o produtor, foram gastos R$ 50 mil não previstos para um novo poço semi artesiano de 110 metros de profundidade, porém, enquanto o poço não estava funcional, ele precisou pagar $ 1 mil por dia para caminhões-pipa. As duas granjas possuem juntas por volta de 250 mil aves, que são vendidas aos frigoríficos de Sidrolândia, para depois seguirem por exportação para Europa.

Já o produtor Antônio Marcatto, de 68 anos, com 10 granjas na região de Sidrolândia, contou que o momento mais crítico da estiagem foi no final de novembro. “A situação foi assustadora, não faltou água para os animais beberem, mas tivemos que regular o uso de nebulização e sistema de resfriamento das placas evaporativas. Para as granjas a água é o nosso bem maior, se faltar cai o rendimento da produção”.

Conforme o relato do avicultor, uma das granjas da família, teve que desalojar e transferir as aves devido a estiagem, tendo que contratar caminhões-pipa. “Tivemos dificuldades para lavação e desinfecção da granja, pois o nosso poço (artesiano) reduziu em 75% a sua produção, caiu de 10 mil litros por hora, para 2,5 mil litros. Tivemos inclusive que abrir outro poço para garantir a demanda”.

(Com assessoria)

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