Banco do Brasil inicia renegociação de até R$ 100 bilhões em dívidas rurais

Crédito: Freepik
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Medida permite renegociar operações de produtores e cooperativas afetados por perdas climáticas ou de mercado em duas ou mais safras entre 2019 e 2025

O Banco do Brasil iniciou nesta quarta-feira (26) as renegociações de dívidas rurais previstas pela Medida Provisória nº 1.376/2026. A iniciativa estabelece condições especiais de crédito para produtores e cooperativas que enfrentaram perdas provocadas por eventos climáticos ou pela redução de preços e renda em duas ou mais safras entre 2019 e 2025.

De acordo com o Banco do Brasil, cerca de 113 mil clientes da carteira de agronegócios possuem operações potencialmente enquadradas nas condições previstas pela medida. Juntas, essas operações representam um volume de até R$ 100 bilhões.

Do total, aproximadamente 36% correspondem a operações inadimplentes. Os demais contratos são operações que permanecem adimplentes, mas que já foram prorrogadas ou renegociadas, inclusive por meio da MP nº 1.314/2025.

Os produtores interessados já podem procurar o Banco do Brasil para iniciar a contratação e adequar o fluxo de pagamento à capacidade de geração de renda da atividade. Para ter acesso às condições, entretanto, será necessário apresentar documentação que comprove as perdas na produção ou a redução da renda bruta agropecuária esperada.

Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, a medida busca contribuir para a recuperação financeira de produtores que enfrentaram sucessivos períodos de perdas.

“A MP 1.376 cria uma oportunidade importante para restabelecer as condições financeiras de produtores afetados por sucessivos ciclos de perdas”, afirmou.

O executivo também destacou que as equipes do banco estão avaliando as condições de cada cliente para definir alternativas de renegociação. “A MP contribuirá para acelerar a regularização das operações estressadas, além de contribuir para a retomada dos índices de pontualidade do setor”, disse.

 

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