Foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (10) que o 2º sargento da Polícia Militar Wilgruber Valle Petzold e o cabo Rafael Leguiça Flores foram oficialmente excluídos da corporação após serem condenados por crimes relacionados à chamada máfia dos cigarreiros, incluindo peculato e falsidade ideológica.
As investigações apontaram que os policiais participavam de um esquema de corrupção ligado ao contrabando na região de fronteira. Segundo as apurações, eles recebiam propina para liberar cargas irregulares apreendidas durante fiscalizações.
O caso veio à tona em julho de 2019, durante a Operação Trunk. Na ocasião, foi descoberto que Wilgruber e Leguiça atuavam em conjunto com outros policiais militares em ações que beneficiavam contrabandistas.
Conforme a investigação, o policial militar Maurício Gonçalves Brandão teria cobrado R$ 200 mil para liberar uma carga de cigarros apreendida em outubro de 2018. O esquema também contava com a participação de Wilgruber Valle Petzold, Rafael Preza da Silva e Rafael Leguiça Flores.
Já em novembro de 2019 o grupo interceptou uma carga de essência para narguilé e liberou o motorista. No boletim de ocorrência, os policiais registraram que o condutor havia fugido.
Outro episódio investigado ocorreu em fevereiro de 2019, quando os militares apreenderam uma carga de brinquedos e artigos de pesca transportada sem documentação e não registraram a ocorrência.
As investigações também apontaram que, em março de 2019, os mesmos policiais teriam forjado a fuga de dois criminosos.