Bonito CineSur 2026 reúne filmes de 10 países e destaca diversidade do cinema sul-americano

Foto: Divulgação
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O Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano divulgou a seleção oficial de sua quarta edição, que será realizada entre 24 de julho e 1º de agosto de 2026, em Bonito (MS). Ao todo, 32 produções de 10 países integram a programação competitiva do evento, consolidando o festival como uma das mais importantes plataformas de difusão do audiovisual latino-americano. A seleção reúne obras que transitam entre ficção, documentário e cinema ambiental, abordando temas como identidade, memória, conflitos sociais e preservação ambiental.

Na Mostra Competitiva de Longa-metragem Sul-americano, seis produções representam diferentes realidades do continente. O Brasil participa com “A Vida de Cada Um”, de Murilo Salles, enquanto a seleção internacional inclui “El Hombre de la Luz” (Venezuela e Colômbia), “Hijo Mayor” (Argentina e França), “La Noche Está Marchándose Ya” (Argentina), “Naira” (Peru) e “¿Quién Mató a Narciso?” (Paraguai). Os filmes apresentam narrativas marcadas por questões familiares, políticas e históricas, ampliando o diálogo entre diferentes culturas da região.

A Mostra Competitiva de Curta-metragem Sul-americano reúne obras que exploram juventude, memória, identidade e transformações sociais. Foram selecionados “A Vida de Jerônimo Dentro e Fora da Casca”, de Andrews Nascimento, “Benteveo”, de Bianca Bazán Zárate, “Escena Final”, de Diego Kompel, “Futura Licenciada”, de Samantha Copano e Florencia Peña, “Sukua”, de Omar E. Ospina, e “Vermelho de Bolinhas”, documentário que revisita a história de Benigna Cardoso, jovem vítima de feminicídio no Ceará na década de 1940.

O cinema produzido em Mato Grosso do Sul ganha espaço ampliado nesta edição com oito títulos na Mostra Competitiva do Filme Sul-mato-grossense. Integram a seleção “Ao Sul do Sol”, “Filhos do Litoral Central”, “Fronteiriças”, “Higa Ke – Olho por Olho”, “Mapago”, “Natasha”, “Quatro Luas Pantaneiras” e “Vípuxovuko – Aldeia”. A presença recorde de produções locais demonstra o fortalecimento da cadeia audiovisual sul-mato-grossense e a crescente relevância de seus realizadores no cenário nacional.

A temática ambiental permanece como um dos pilares do festival, com duas mostras dedicadas exclusivamente ao assunto. Entre os longas selecionados estão “Agua Invadida”, “El Camino del Agua”, “Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres-Peixe”, “Páramos II El Origen”, “Propiedad Privada Prohibido Pasar” e “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky”. Já os curtas ambientais incluem “À Margem do Fim”, “Buen Vivir – Ñutse Canseye”, “Entre la Sal y el Cielo”, “Hipopótamos, El Arca de Escobar”, “Lourdes e Leide” e “Uma Uñjirinaka Cuidadorxs del Agua”. Juntas, as obras reforçam o compromisso do Bonito CineSur com debates urgentes sobre meio ambiente, território e sustentabilidade.

 

 

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