A SPE (Secretaria de Política Econômica) manteve em 2,3% a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro para 2026. A projeção foi divulgada nesta sexta-feira (29), mesmo após a aceleração da economia registrada no primeiro trimestre deste ano.
Segundo a pasta vinculada ao Ministério da Fazenda, a atividade econômica deve perder ritmo ao longo do segundo e do terceiro trimestres, com desaceleração gradual após os efeitos de políticas públicas implementadas recentemente. Ainda assim, o governo avalia que a redução do custo do crédito poderá compensar parte desse movimento.
Para o quarto trimestre, a expectativa é de retomada do crescimento, impulsionada principalmente pela indústria em meio à perspectiva de queda da taxa básica de juros, a Selic.
Nesta sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre do ano, resultado ligeiramente acima da previsão de 1,0% apontada por economistas consultados pela agência Reuters.
A estimativa de 2,3% já havia sido divulgada pela Fazenda na semana passada e permanece igual à projeção apresentada em março.
O número do governo federal é mais otimista do que outras previsões do mercado. O Banco Central do Brasil projeta crescimento de 1,6% para este ano, conforme relatório divulgado em maio. Já o boletim Focus, que reúne expectativas de instituições financeiras, aponta expansão de 1,89% da economia brasileira.
De acordo com a Secretaria de Política Econômica, o desempenho do primeiro trimestre ficou “marginalmente acima” do esperado, embora com composição diferente da prevista inicialmente.
“A indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado”, informou a secretaria.
A SPE também destacou que houve queda nas exportações e aumento das importações no período. Segundo a avaliação do órgão, isso demonstra que a absorção doméstica — formada pelo consumo das famílias, investimentos e gastos internos — foi o principal motor da atividade econômica no início do ano, compensando o desempenho negativo do setor externo.
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