Com mais de duas décadas de trajetória marcada pela pesquisa cênica, valorização da identidade regional e descentralização do acesso à cultura, o Grupo UBU iniciou nesta terça-feira (26) a circulação do seu mais novo projeto, “Escambo UBU – Narrativas e Pertencimentos”. Com intérprete de Libras, a iniciativa levará teatro, atividades pedagógicas e ações formativas para 8 escolas da rede pública de Campo Grande, aproximando estudantes e educadores da produção teatral sul-mato-grossense.
A abertura da programação foi na Escola Municipal Dr. Tertuliano Meirelles, no bairro Caiçara, com duas apresentações do espetáculo infantil “Pelega e Porca Prenha – Episódio: Na Mata do Pequi”.
A circulação segue ao longo da semana. Na quarta-feira (27), o grupo estará na Escola Municipal Nagen Jorge Saad, no bairro Tijuca, com sessões às 9h15 e 10h. Já na quinta-feira (28), o projeto chega à Escola Municipal Plínio Mendes, no Guanandi, com apresentações às 9h e 10h, na sexta-feira (29), o grupo estará na Escola Municipal Cel. Sebastião Lima, na Vila Serradinho, também com duas sessões, às 9h15 e 10h. Encerrando a primeira etapa o grupo se apresenta na escola Imaculada Conceição no dia 01 de junho às 9h e 10h. A segunda etapa será realizada de 11 a 18 de junho no Paço Municipal de Campo Grande com sessões às 8h e 14h e atenderá professores, alunos e agentes das escolas municipais da Semed.
Mais do que uma temporada de apresentações, o projeto “Escambo UBU – Narrativas e Pertencimentos” propõe o teatro como espaço de cidadania, escuta e troca entre artistas, escolas e comunidades.
O diretor do Grupo UBU de Teatro, Anderson Bosh, explica que o projeto nasce da essência do grupo, que há décadas utiliza a itinerância como linguagem artística e a presença nos territórios como ferramenta de democratização cultural.
“A proposta busca ampliar o acesso à produção teatral de Mato Grosso do Sul, especialmente em regiões periféricas e contextos onde o contato com obras locais ainda é reduzido. Serão 16 apresentações gratuitas, além de atividades pedagógicas e ações formativas que aproximam crianças, jovens, adultos e educadores da produção teatral regional. Mais do que apresentar espetáculos, queremos fortalecer vínculos, despertar pertencimento e criar diálogo a partir da arte”, afirma Bosh.
Com foco na formação de plateia e no fortalecimento da identidade cultural sul-mato-grossense, o projeto será dividido em duas etapas. A primeira levará o espetáculo “Pelega e Porca Prenha – Episódio: Na Mata do Pequi” para estudantes do ensino fundamental de escolas municipais. A segunda etapa será voltada à EJA (Educação de Jovens e Adultos) professores e agentes da educação com a circulação da peça “Uma Moça da Cidade”.
Para todos
Para Anderson Bosh, a arte também cumpre um papel importante na construção de pertencimento dentro do ambiente escolar. “O teatro abre caminhos, provoca, estimula e planta uma semente. Mas quem ajuda a dar continuidade a esse processo dentro das escolas são os professores. Por isso, o projeto também aposta em oficinas, vivências e formação para educadores. O espetáculo é efêmero, mas o impacto dele pode permanecer quando a escola incorpora essa experiência no cotidiano.”
Além das apresentações, o projeto contará com duas oficinas formativas voltadas a professores de Arte e Teatro da rede pública, fortalecendo o papel dos educadores como multiplicadores culturais e ampliando o alcance pedagógico da proposta.
As atividades de mediação também integram a circulação. Com estudantes da EJA, Professores e agentes educacionais após as apresentações de “Uma Moça da Cidade”, serão realizadas rodas de conversa intituladas “Me Conta Aí Moça”, criando um espaço de diálogo sobre teatro, memória, produção artística e identidade cultural. Já com as crianças do ensino fundamental, após “Pelega e Porca Prenha – Episódio: Na Mata do Pequi”, acontece a mediação *“Conhece a Mata do Pequi?”*, atividade que incentiva os alunos a compartilharem saberes sobre lendas, oralidades e elementos da cultura regional.