Governo confirma novo bloqueio no orçamento para cumprir meta fiscal de 2026

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Washington Costa/MF
O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Washington Costa/MF

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, confirmou nesta sexta-feira (22) que o governo federal realizará um novo bloqueio no orçamento deste ano para garantir o cumprimento das metas fiscais estabelecidas para 2026.

Apesar da medida, Ceron afirmou que o cenário das contas públicas segue sob controle e que o contingenciamento não deverá ser significativo. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News antes da divulgação oficial do segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do ano.

Segundo o secretário, o equilíbrio entre arrecadação e gastos está adequado, o que reduz a necessidade de cortes mais profundos nas despesas discricionárias do governo.

“O balanço entre receitas e despesas está adequado, então isso não deve ter um grande impacto em termos de contingenciamento. Por outro lado, na composição das despesas — despesas obrigatórias, discricionárias, previdência, BPC — provavelmente vamos ter alguns ajustes. É normal. É da dinâmica da execução orçamentária”, afirmou Ceron.

Ele acrescentou que o principal objetivo do governo, que é atingir os resultados fiscais previstos, já está encaminhado.

“O principal, que é o atingimento dos resultados fiscais, nós já podemos adiantar que ele está bem endereçado e portanto não vamos ter a necessidade de contingenciamento expressivo”, completou.

O anúncio oficial sobre os números do bloqueio será feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante coletiva de imprensa marcada para as 15h desta sexta-feira (22).

No primeiro relatório bimestral de 2026, divulgado anteriormente pelo governo, já havia sido determinado um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no orçamento federal para adequação ao limite de despesas previsto no arcabouço fiscal.

Na ocasião, no entanto, não houve necessidade de contingenciamento adicional para garantir o cumprimento da meta fiscal do ano, que prevê superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões.

A equipe econômica acompanha principalmente a evolução das despesas obrigatórias, como Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC), que pressionam o orçamento federal ao longo do ano.

 

Com informações do SBT News

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