O governo de Mato Grosso do Sul oficializou a contratação de serviços técnicos para estruturar um projeto de PPP (Parceria Público-Privada) no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas. O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (18) e marca o início dos estudos para possível participação da iniciativa privada na ampliação e operação da unidade hospitalar.
O contrato foi firmado pela SEGOV (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica), por meio do Escritório de Parcerias Estratégicas, junto ao FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável), administrado pela BRL Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.. Segundo o documento, o objetivo é desenvolver a modelagem do projeto para viabilizar investimentos na ampliação, equipagem e prestação de serviços no hospital regional.
De acordo com o texto publicado, o escopo da PPP ainda será definido durante os estudos técnicos. A modelagem poderá abranger apenas serviços não assistenciais — conhecidos como “bata-cinza” e “bata-verde”, ligados a áreas administrativas, manutenção, limpeza e apoio — ou incluir também serviços assistenciais, chamados de “bata-branca”, relacionados diretamente ao atendimento médico e hospitalar.
O contrato prevê ainda que a estrutura definitiva do projeto poderá ser formatada como PPP, conforme os resultados da modelagem técnica e econômica. O custo estimado para a contratação dos serviços de estruturação é de R$ 8.251.159,09. Desse total, 90% serão custeados pelo fundo responsável pelo projeto e 10% pelo Governo do Estado, equivalente a R$ 825.115,91.
O prazo de vigência do contrato será de 36 meses, contados a partir da formalização jurídica. A iniciativa faz parte da estratégia do governo estadual de ampliar investimentos em infraestrutura hospitalar e avaliar modelos de gestão compartilhada para a rede pública de saúde em Mato Grosso do Sul.
Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram
Leia mais
População campo-grandense conhece os cargos em que votará, mas não confia em políticos